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Aquecimento global pode alcançar 2,8°C até o fim do século, aponta relatório

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente divulgou um novo levantamento que alerta para a gravidade da situação climática mundial. Segundo o documento, o aquecimento global poderá atingir a marca de 2,8°C até o final do século caso os governos mantenham as diretrizes atuais de preservação e controle de poluentes.

A pesquisa detalha o abismo existente entre a contenção de gases poluentes necessária para estabilizar o clima e as ações efetivamente implementadas no cenário internacional. Mesmo na hipótese de cumprimento integral de todas as metas anunciadas pelas nações, a elevação média dos termômetros ainda alcançaria 2,6°C.

Cenário atual e metas do Acordo de Paris

O tratado internacional firmado em 2015 estabeleceu diretrizes rígidas para conter o avanço térmico do planeta. O objetivo principal consiste em manter o aumento da temperatura média global consideravelmente abaixo de 2°C em comparação aos patamares registrados no período pré-industrial, buscando esforços contínuos para limitar a alta a 1,5°C.

Entretanto, os dados mais recentes indicam que a ultrapassagem do limite mais ambicioso tornou-se uma probabilidade expressiva. Especialistas reforçam que a janela para reverter o quadro exige cortes drásticos e imediatos na emissão de poluentes industriais e na queima de combustíveis fósseis.

Necessidade de reduções expressivas

Para barrar o pico do aquecimento entre 1,7°C e 1,8°C, as reduções globais de poluentes precisariam apresentar quedas expressivas nas próximas décadas. As projeções exigem cortes de 18% até 2030, seguidos por uma retração de 45% até 2035 e de 69% até 2040, sempre tendo como parâmetro os níveis estabelecidos recentemente.

Em contrapartida, a execução integral das metas voluntárias atuais resultaria em cortes modestos. O relatório aponta reduções limitadas a patamares muito inferiores aos necessários para assegurar a estabilidade climática a longo prazo.

Avanço das energias renováveis e perspectivas

Apesar do panorama desafiador, o documento aponta sinais de progresso em setores específicos da economia global. Desde a formalização dos compromissos internacionais, o mercado de fontes energéticas limpas e renováveis registrou expansão acelerada em diversos continentes.

Além disso, o crescimento da oferta de energia baseada no carvão e no petróleo ficou abaixo das estimativas iniciais projetadas por analistas do setor energético. A agência internacional reforça que a aceleração de políticas públicas direcionadas pode redefinir o futuro ambiental do planeta.

Fonte: poder360.com.br

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