Saneago mantém abastecimento em Goiânia apesar de Rio Meia Ponte atingir nível de alerta hídrico
O Rio Meia Ponte atingiu o nível de alerta por criticidade hídrica, conforme estabelecido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). A medida, formalizada pela Portaria nº 249, de 13 de outubro, foi motivada pela redução da vazão no ponto de monitoramento a montante da captação de água que atende a capital goiana. Em 9 de outubro, o registro foi de 6.570 litros por segundo, mantendo-se abaixo do patamar de segurança por três dias consecutivos.
Apesar da preocupação com os indicadores, a Saneago assegurou que o abastecimento de água em Goiânia segue dentro da normalidade. A companhia utiliza uma estratégia de gestão integrada, combinando a captação do Meia Ponte com o Ribeirão João Leite, que opera com 83% de sua capacidade total. Estruturas como a adutora de integração e a Conexão Cristina permitem o reforço do sistema, garantindo que a demanda populacional seja atendida mesmo diante das oscilações naturais do manancial.
Monitoramento e comportamento do Rio Meia Ponte
O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (CIMEHGO) acompanha a situação diariamente. Segundo o gerente do órgão, André Amorim, a irregularidade das chuvas neste período de transição impede uma recuperação contínua da vazão, gerando picos de elevação seguidos por quedas. O monitoramento é essencial para a aplicação das medidas previstas em cada um dos seis níveis de criticidade, que variam de atenção a situações de escassez severa.
Amorim destaca que, embora o cenário exija cautela, a situação atual é superior à registrada no mesmo período de 2025, quando a vazão chegou a 3 mil litros por segundo. A gestão dos recursos hídricos, segundo o especialista, não deve ser responsabilidade exclusiva do Estado, exigindo um esforço conjunto entre poder público, setores produtivos e a população, através do uso racional da água.
Infraestrutura de segurança hídrica
A capital goiana é abastecida por três sistemas produtores distintos que garantem a resiliência do fornecimento. Atualmente, o Ribeirão João Leite é responsável por 64% do abastecimento da cidade, enquanto o Rio Meia Ponte supre os 36% restantes. Essa interdependência permite que, em momentos de baixa vazão, o sistema seja compensado por estruturas de transferência de água.
A Conexão Cristina, inaugurada em 2025, desempenha um papel fundamental nessa flexibilidade operacional, com capacidade de operação de até 2.124 litros por segundo. A Saneago reforça que, no nível de criticidade atual, não há necessidade de restrições no volume de captação, mas mantém o apelo pelo consumo consciente enquanto o regime de chuvas não se estabiliza. Para mais detalhes sobre os dados, acompanhe o painel de monitoramento da Semad.
Fonte: jornalopcao.com.br