Advogado é alvo de operação que investiga comunicação entre facções criminosas em Goiás
Um advogado tornou-se alvo de uma operação deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás para investigar a suspeita de utilização da profissão para intermediar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas presos e membros dos grupos que estão em liberdade. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a Operação Desatar na residência e no escritório profissional do investigado.
De acordo com as apurações conduzidas pelas autoridades competentes, os atendimentos realizados em unidades prisionais teriam sido empregados para transmitir mensagens entre criminosos. A suspeita central é de que tais atividades tenham extrapolado os limites legais da assistência jurídica prestada aos custodiados, motivando a intervenção policial para coleta de novos elementos de prova.
A atuação da polícia na Operação Desatar
A força-tarefa buscou reunir evidências materiais e identificar possíveis novos envolvidos na dinâmica investigada pelas autoridades de segurança pública. Até o momento, os órgãos responsáveis não divulgaram a identidade do profissional investigado e nem confirmaram eventuais prisões decorrentes das diligências executadas durante a ofensiva contra o crime organizado.
Os mandados judiciais autorizaram as buscas nos endereços ligados ao investigado com o objetivo de analisar o conteúdo das mensagens trocadas. A investigação permanece em andamento para esclarecer se outros indivíduos participavam do esquema de transmissão de ordens entre o sistema prisional e as ruas.
Desdobramentos e posicionamento institucional
O Jornal Opção buscou contato com a Ordem dos Advogados do Brasil para verificar o acompanhamento institucional do caso e a garantia das prerrogativas profissionais durante o cumprimento das ordens judiciais. A entidade foi questionada sobre possíveis procedimentos disciplinares, mas a reportagem aguarda o retorno oficial com os esclarecimentos necessários.
Como a identidade do advogado não foi tornada pública pelos órgãos de segurança, a defesa técnica não foi localizada para comentar as suspeitas levantadas. A Polícia Federal informou que novas informações poderão ser divulgadas à medida que a apuração avance e os materiais apreendidos passem por perícia técnica detalhada.
Fonte: jornalopcao.com.br