Cidades

Advogada denuncia constrangimento após abordagem sobre vestimenta no TJGO

Uma advogada de 32 anos, identificada como Anabel Pitaluga, utilizou as redes sociais para relatar uma situação de constrangimento vivenciada ao tentar acessar as dependências do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). Segundo o relato, a profissional foi abordada e orientada a ajustar o comprimento de sua saia para que pudesse ingressar no prédio.

O episódio levanta questionamentos sobre os limites entre as normas de decoro exigidas em instituições do Poder Judiciário e o respeito à autonomia individual dos profissionais que circulam diariamente pelos fóruns e tribunais. A advogada afirma que a peça de roupa utilizada estava posicionada a cerca de dois dedos acima da linha do joelho, o que, em sua avaliação, não violaria as normas de vestimenta adequadas ao ambiente jurídico.

A abordagem e a reação da profissional

De acordo com o depoimento de Anabel Pitaluga, a orientação para que ela “abaixasse a saia” foi proferida por agentes responsáveis pelo controle de acesso. A advogada relata que a solicitação foi repetida por duas vezes, gerando um sentimento de exposição pública diante de outros frequentadores e servidores que transitavam pelo local no momento da abordagem.

A profissional questionou publicamente a subjetividade dos critérios utilizados para definir o que é considerado adequado ou inadequado no ambiente de trabalho. Para ela, a situação ultrapassou o caráter de orientação administrativa, transformando-se em um episódio de constrangimento desnecessário que impactou sua rotina profissional naquele dia.

Normas de vestimenta no Poder Judiciário

O debate sobre o traje de advogados e advogadas em tribunais é recorrente e envolve a interpretação de portarias internas que regulam o acesso aos prédios públicos. Embora o Judiciário mantenha exigências de formalidade, a aplicação dessas regras frequentemente gera divergências entre a fiscalização e os profissionais da advocacia, que defendem a necessidade de critérios objetivos e claros.

O caso ocorrido no TJGO reacende a discussão sobre a necessidade de revisões nas abordagens de segurança. A busca por um equilíbrio que preserve a seriedade do tribunal sem incorrer em práticas que possam ser interpretadas como vexatórias permanece como um desafio para a gestão administrativa da instituição. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas pelo portal oficial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Fonte: maisgoias.com.br

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