Cidades

Advogada denuncia constrangimento no TJGO por vestimenta e aciona a Oab-go

Uma advogada buscou a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) após relatar ter sofrido um episódio de constrangimento nas dependências do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). O caso, que ganhou repercussão pública, envolve questionamentos sobre os critérios de vestimenta exigidos para o acesso e a permanência de profissionais nas instalações do Poder Judiciário.

O relato do episódio no tribunal

A profissional, identificada como Anabel, relatou ter sido abordada em razão do comprimento de sua saia, que estaria, segundo a avaliação feita no local, cerca de dois dedos acima do joelho. O incidente gerou um debate imediato sobre a subjetividade das normas de etiqueta e a adequação das abordagens realizadas por servidores ou seguranças do tribunal.

Após o ocorrido, a advogada utilizou suas redes sociais para expor a situação e questionar a aplicação das regras de vestimenta. Ela argumentou que o rigor excessivo em relação ao traje feminino pode configurar uma forma de cerceamento ao exercício da advocacia e um desrespeito à dignidade da profissional.

A atuação da OAB-GO e o debate institucional

Ao acionar a OAB-GO, a advogada busca que a instituição analise se houve abuso de autoridade ou violação de prerrogativas profissionais durante a abordagem. A seccional goiana, que atua na defesa das prerrogativas dos advogados, deve avaliar os contornos do caso para determinar quais medidas administrativas ou institucionais serão adotadas junto ao TJGO.

O episódio reacende uma discussão antiga nos tribunais brasileiros sobre o equilíbrio entre a necessidade de manter o decoro no ambiente forense e o respeito à autonomia individual. Críticos da rigidez atual apontam que as normas de vestimenta, muitas vezes baseadas em interpretações pessoais, acabam por atingir desproporcionalmente as mulheres.

Reflexos sobre o exercício da advocacia

O caso levanta questionamentos fundamentais sobre a padronização do vestuário e a necessidade de diretrizes mais claras e objetivas. A expectativa é que o posicionamento da OAB-GO traga maior segurança jurídica para que advogadas possam exercer suas funções sem o temor de serem impedidas de transitar em prédios públicos por critérios estéticos subjetivos.

A repercussão do relato nas redes sociais também demonstrou um amplo apoio de colegas de profissão, que compartilharam experiências semelhantes de fiscalização de vestimenta. A mobilização da categoria reforça a pressão por uma revisão das práticas de controle de acesso nos tribunais do país.

Fonte: maisgoias.com.br

Botão Voltar ao topo