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Prisão preventiva é decretada para lutador que espancou mulheres

A conversão da prisão do lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes, 32, em medida preventiva marca um novo desdobramento no caso de violência registrado na zona norte do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada pela juíza Laura Garcia, da 4ª Vara Criminal, que avaliou a necessidade de manter a custódia para o andamento dos trâmites legais do processo conduzido pelo Tribunal de Justiça.

Anteriormente sob regime temporário, a detenção do investigado passa a vigorar por tempo indeterminado após o Tribunal de Justiça expedir os novos direcionamentos judiciais. Enquanto o caso tramita sob sigilo e sem a identificação de uma defesa constituída nos autos, as investigações da Polícia Civil avançam com depoimentos e análise de registros em vídeo.

Dinâmica da violência e invasão a domicílios

O episódio de extrema violência teve início quando vizinhos acionaram as autoridades após ouvirem barulhos e gritos vindos do apartamento do suspeito. Relatos colhidos pelos agentes indicam que o homem passou a invadir residências vizinhas enquanto proferia ameaças de morte contra os moradores do prédio.

Durante as invasões, uma senhora de 81 anos foi agredida com socos, chutes e cotoveladas em seu próprio apartamento. Uma terceira moradora que tentou intervir foi surpreendida e espancada nas dependências do elevador, em uma sequência de agressões que incluiu o uso de golpes de artes marciais e violência física intensa.

Abordagem policial e desdobramentos judiciais

A intervenção das forças de segurança ocorreu após o chamado de guardas municipais e policiais militares ao local dos fatos. Conforme o registro da ocorrência, o agressor reagiu a uma nova tentativa de investida durante a abordagem e acabou sendo baleado na perna pelos oficiais.

Os envolvidos foram encaminhados para atendimento médico no Hospital Municipal Souza Aguiar, onde a idosa de 81 anos recebeu alta após tratamento para traumatismo craniano. O lutador foi transferido para o presídio de Benfica, enquanto a 18ª DP reúne laudos, depoimentos e imagens para sustentar as acusações formais de tentativa de feminicídio, ameaça, invasão de domicílio, lesão corporal e resistência.

Fonte: dm.com.br

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