Aeroviários rejeitam proposta das empresas para nova escala de trabalho
A primeira proposta apresentada pelas companhias do setor aéreo para definir o expediente dos aeroviários no modelo da escala 5 por 2 não foi bem recebida pelos representantes da categoria. O impasse central gira em torno das folgas e das regras de jornada estabelecidas na legislação recente que promove mudanças nas rotinas trabalhistas do país.
As negociações envolvem sindicatos e entidades representativas que buscam um consenso antes do início da vigência das novas normas. Enquanto os trabalhadores defendem a manutenção integral dos parâmetros conquistados, o setor patronal aponta desafios operacionais e logísticos para a adaptação das equipes em curto prazo.
Impasse em torno das folgas e da jornada
O principal ponto de divergência entre os sindicatos refere-se à distribuição dos dias de descanso previstos na nova escala. A proposta apresentada inicialmente pelas empresas previa semanas com até seis dias consecutivos de trabalho, desde que a média mensal garantisse duas folgas semanais.
Representantes dos trabalhadores rejeitaram a flexibilização desse formato, argumentando que a conquista da nova jornada representa um avanço histórico que não deve sofrer reduções. A discussão também abrange alterações nos limites de horas diárias e semanais, além de mudanças operacionais sem aviso prévio.
Impacto financeiro e preocupação com custos
Associações do setor de serviços auxiliares ao transporte aéreo estimam um aumento significativo nos custos operacionais com a transição para o novo modelo de escala. Os cálculos indicam que a necessidade de ampliação das equipes e adequação das jornadas gerará despesas adicionais bilionárias para as companhias.
As entidades patronal destacam que a proximidade do período de alta temporada e festas de fim de ano eleva o grau de complexidade para a reorganização das operações. Segundo os dirigentes, treinar e habilitar novos profissionais para atuar em ambientes aeroportuários exige tempo e planejamento rigoroso.
Perspectivas e novas reuniões de negociação
As tratativas continuam em andamento com a realização de novas mesas de diálogo entre os sindicatos laborais e as empresas aéreas. O objetivo das próximas agendas é buscar pontos de convergência que evitem impasses jurídicos e garantam a estabilidade na prestação dos serviços essenciais à população.
Historicamente, divergências contratuais no setor já resultaram em acionamentos de instâncias trabalhistas superiores para a homologação de acordos definitivos. As lideranças sindicais reforçam que a categoria permanece firme na defesa dos direitos assegurados pela nova legislação de trabalho.
Fonte: dm.com.br