Política

STF analisa se Alexandre de Moraes sera investigado no caso Banco Master

Um relatório elaborado pela Polícia Federal e cujo sigilo foi levantado em 1º de setembro indicou que o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, enviou 52 mensagens para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Os dados foram extraídos pela PF de um dos celulares apreendidos do ex-banqueiro, em 17 de novembro de 2025, dia em que foi preso pela 1ª vez. Moraes nega ter trocado mensagens com Vorcaro e classifica o material como uma farsa.

Desde a 1ª prisão do ex-banqueiro e a liquidação do Banco Master, em novembro de 2025, o ministro divulgou um ofício e 3 manifestações em que declarou nunca ter tratado do banco liquidado com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, que não foi o destinatário de mensagens enviadas por Vorcaro no dia em que o fundador do Master foi preso e que as conversas citadas pela PF são diálogos fantasiosos.

Manifestações oficiais e defesa de moraes no stf

Em documento de 44 páginas enviado na noite de 14 de setembro de 2026 ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, Moraes afirmou que o relatório produzido pela Polícia Federal a pedido do ministro André Mendonça é uma farsa cuja motivação político-eleitoral é a vingança pelas condenações da tentativa de golpe de Estado. Moraes foi o relator das investigações no STF que culminaram nas condenações do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outras autoridades.

O ministro caracterizou as conversas atribuídas a ele com Vorcaro como diálogos fantasiosos e apontou que nenhuma ilação foi mais falsa e criminosa. Segundo o relatório da PF, as mensagens enviadas a Moraes eram escritas no bloco de notas do iPhone e enviadas como imagem de visualização única depois de uma captura de tela. Em sua defesa, o magistrado elencou quatro possibilidades técnicas sobre o envio dos registros no aparelho celular apreendido.

Esclarecimentos sobre reuniões e contratos financeiros

No final de 2025, o gabinete de Moraes emitiu duas notas oficiais às 9h26 e às 21h26 de 23 de dezembro. O ministro declarou ter realizado duas reuniões presenciais em seu gabinete com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sendo a 1ª em 14 de agosto de 2025 e a 2ª em 30 de setembro de 2025. Moraes declarou que os encontros trataram exclusivamente das consequências da aplicação da Lei Magnitsky pelo governo dos Estados Unidos.

Moraes negou ter ligado para Galípolo e declarou que não tratou de nenhum assunto relacionado à aquisição do Banco de Brasília pelo Banco Master. O comunicado afirmou também que o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes jamais atuou na operação do banco perante o Banco Central. Em 9 de dezembro de 2025, a repercussão pública do caso ganhou novos contornos com a divulgação de detalhes contratuais envolvendo o escritório e a instituição financeira liquidada.

Fonte: poder360.com.br

Botão Voltar ao topo