Política

Polícia Federal investiga se Flávio usou jatinho de advogado em saída do país

A Polícia Federal apura se o senador Flávio Bolsonaro deixou o território nacional a bordo de uma aeronave executiva ligada a um aliado próximo. A investigação busca esclarecer os detalhes logísticos da viagem realizada no final de outubro, que teve como destino final a cidade de Miami, nos Estados Unidos.

Investigação sobre a rota e conexão com advogado

De acordo com levantamentos preliminares, a apuração concentra-se na suspeita de que o parlamentar tenha utilizado um jato Cessna Citation Excel para realizar um trecho inicial da viagem. O equipamento estaria vinculado a uma empresa associada ao advogado e amigo do senador, Willer Tomaz, que atualmente é alvo de investigações conduzidas pelas autoridades.

Tanto o político quanto o representante legal encontram-se sob restrições judiciais impostas pelo Supremo Tribunal Federal, incluindo a proibição expressa de manter qualquer tipo de contato mútuo. As autoridades ressaltam que o uso de aeronaves particulares, por si só, não constitui crime, desde que comprovada a legalidade da operação e dos recursos empregados.

Detalhes do trajeto internacional e escalas

O roteiro da viagem envolveu múltiplas etapas e deslocamentos por terra e ar através da América do Sul. Registros indicam que o trajeto incluiu passagens por localidades na Argentina e uma escala técnica no Equador, antes do pouso definitivo em solo norte-americano.

Enquanto o parlamentar se deslocava, familiares do senador também realizaram voos internos em território brasileiro antes de cruzarem fronteiras terrestres. O monitoramento do trajeto final gerou grande repercussão pública, com centenas de milhares de pessoas acompanhando a movimentação da aeronave em tempo real por meio de plataformas digitais de rastreamento de voos.

Repercussão pública e posicionamento da defesa

Diante das notícias veiculadas pela imprensa, a defesa técnica do senador, representada pelo advogado Frederick Wassef, negou veementemente qualquer irregularidade ou tentativa de fuga. Em nota oficial, os representantes afirmaram que não existem processos criminais, mandados de prisão ou condenações pendentes contra o político.

Por sua vez, a assessoria ligada aos proprietários da aeronave questionada negou qualquer envolvimento na operação de transporte do senador e classificou as informações como infundadas. A investigação da Polícia Federal prossegue para esclarecer todos os pontos obscuros relacionados ao planejamento e à execução da viagem ao exterior.

Fonte: poder360.com.br

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