Governadores que prometeram congelar tributos aprovam reajuste do ICMS sobre combustíveis
Chefes de executivos estaduais que fizeram campanha com promessas de redução ou manutenção das taxas participaram da aprovação de um reajuste do ICMS sobre combustíveis. A decisão foi definida dois dias após o segundo turno das eleições, gerando debates sobre o alinhamento entre os discursos de palanque e as deliberações administrativas tomadas pelos governos estaduais.
A medida foi adotada pelo Confaz, conselho que reúne representantes das secretarias estaduais da Fazenda e do governo federal. As novas alíquotas começam a valer no início de fevereiro, incidindo diretamente sobre produtos essenciais como a gasolina, o óleo diesel e o gás de cozinha em todo o país.
Impactos do reajuste nas alíquotas de combustíveis
O maior acréscimo definido pelo conselho incide sobre o diesel, cuja tributação sofre uma elevação expressiva no período. No caso da gasolina, a cobrança por litro também registra acréscimo, enquanto o gás de cozinha passa a contar com um valor superior por quilo comercializado.
A ratificação antecipada dos convênios ocorreu por unanimidade entre os estados e o Distrito Federal. O ato oficial foi formalizado e publicado no Diário Oficial da União, consolidando os novos valores que afetam o orçamento das famílias brasileiras e os custos logísticos do transporte.
Compromissos de campanha e o posicionamento dos estados
Diferentes lideranças regionais que haviam assumido compromissos públicos contra a elevação da carga tributária participaram, por meio de suas equipes econômicas, da deliberação que fixou as novas alíquotas. Em Santa Catarina, o governo havia firmado pacto com o setor industrial para evitar aumentos. Situações semelhantes ocorreram no Distrito Federal e em São Paulo, onde administrações defenderam a contenção de impostos.
O movimento também abrangeu estados cujos representantes mantinham alinhamentos políticos diversos na esfera federal. Gestões em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás integraram o consenso que aprovou as atualizações, apesar de declarações anteriores de seus governantes favoráveis à preservação do consumo e à estabilidade de preços.
Metodologia de cobrança e defesa dos órgãos fiscais
O modelo atual de arrecadação baseia-se em valores fixos por unidade de medida, instituído por legislação federal anterior. O Comsefaz argumenta que a alteração não configura aumento real de tributos, mas sim uma atualização anual obrigatória vinculada à variação dos preços para manutenção da arrecadação estadual.
Apesar da defesa da metodologia fiscal, o órgão gestor informou que analisa alternativas jurídicas para atenuar o impacto da alta sobre o diesel devido à relevância do insumo para a economia nacional. A elevação dos valores estaduais impacta a cadeia de preços, embora o repasse final nas bombas dependa da dinâmica comercial de cada região. Saiba mais detalhes sobre o cronograma na publicação oficial do setor.
Fonte: jornalopcao.com.br