Política

Governo do Chile perde vice-ministro da Justiça em meio a crise por Corte de penas a abusadores

O vice-ministro da Justiça do Chile, Luis Silva, apresentou sua renúncia ao cargo na sexta-feira (30.out.2026). A decisão ocorreu em meio a intensas críticas públicas geradas pelas reduções de pena concedidas pelo Ministério da Justiça a dezenas de condenados por crimes sexuais contra menores e violações de direitos humanos.

Para preencher a vaga deixada na pasta, o presidente José Antonio Kast nomeou a advogada Josefina Soto Larreátegui. O mandatário aceitou o pedido de desligamento e agradeceu publicamente ao ex-integrante do governo pela dedicação durante sua gestão no cargo executivo.

Revelação jornalística e repercussão oficial

O escândalo veio a público no dia 21 de outubro de 2026, quando o portal Interferencia divulgou que a pasta havia beneficiado dezenas de criminosos sexuais com descontos em suas condenações. Posteriormente, apurações adicionais revelaram que o benefício também alcançou réus condenados por crimes cometidos durante o regime militar.

Em sua defesa, o ex-ocupante do cargo publicou um pronunciamento em vídeo afirmando que seguiu critérios estabelecidos pelo titular do ministério, Fernando Rabat. Por sua vez, o ministro argumentou que cumpria entendimentos jurídicos consolidados no âmbito judicial do país sul-americano.

Pressão institucional e processo político

A crise político-institucional escalou rapidamente no Congresso Nacional do Chile. Partidos de oposição anunciaram a intenção de protocolar um pedido de impedimento contra o ministro Fernando Rabat, argumentando que a pasta possuía prerrogativas legais para barrar os benefícios concedidos.

Diante da repercussão negativa, o chefe de Estado reconheceu publicamente as falhas do aparato estatal na condução do processo administrativo em relação aos prejudicados. A permanência da cúpula da pasta segue sob forte escrutínio público e parlamentar no cenário político nacional.

Fonte: poder360.com.br

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