Turismo nacional fatura recordes bilionários e impulsiona alta
O setor de turismo nacional registrou um desempenho financeiro expressivo e alcançou marcas históricas ao longo dos primeiros meses do ano, movimentando bilhões de reais em diversas regiões do país. Segundo levantamento divulgado pela FecomercioSP, a movimentação econômica refletiu tanto a demanda contínua dos consumidores quanto o impacto direto da alta generalizada de preços em serviços essenciais de viagem.
Apesar do avanço financeiro expressivo observado no período, especialistas apontam que o crescimento da arrecadação decorre principalmente da inflação dos serviços e das tarifas, e não de uma expansão expressiva no volume de viajantes circulando pelos destinos brasileiros.
Recordes históricos na movimentação do setor
O faturamento acumulado do turismo nacional atingiu a marca de R$ 192,9 bilhões entre os meses de janeiro e agosto. Esse resultado representa uma alta de 3,4% em comparação ao mesmo período anterior, quando o montante consolidado havia sido de R$ 186,6 bilhões.
Somente durante o mês de agosto, a arrecadação do setor somou R$ 24,5 bilhões, consolidando um crescimento de 2,6% na comparação interanual. Com esses números, a atividade turística estabeleceu duas marcas históricas significativas desde o início da série da pesquisa, em 2012.
Impacto dos preços elevados nas viagens
Embora os montantes financeiros apontem para recordes consecutivos, a dinâmica de crescimento merece cautela por parte dos analistas econômicos. A alta na arrecadação foi puxada majoritariamente pelo encarecimento dos produtos e serviços turísticos, e não pelo fluxo intenso de novos frequentadores.
Em agosto, por exemplo, as tarifas aéreas subiram 14,5%, enquanto o fluxo de passageiros avançou em um ritmo bem mais modesto, de 2,3%. O mesmo comportamento ocorreu no setor de alojamento, onde o valor cobrado pelas diárias cresceu em patamares muito superiores à taxa efetiva de ocupação dos hotéis.
Desempenho do transporte aéreo e custos operacionais
Dentro do panorama geral, o segmento de transporte aéreo de passageiros destacou-se como o maior gerador de faturamento do período, acumulando R$ 7,7 bilhões apenas em agosto e alta mensal de 3,1%. No acumulado do ano, a alta desse subsetor chega a 5%.
Para os próximos meses, a tendência aponta para a manutenção de pressões inflacionárias sobre as passagens. A estabilização do preço do petróleo em patamares elevados eleva os custos operacionais das companhias aéreas, limitando qualquer perspectiva de alívio tarifário para os consumidores.
Fonte: poder360.com.br