IBGE aponta queda do desemprego para 5,2% no trimestre até setembro
A taxa de desemprego no Brasil recuou para o patamar de 5,2% no terceiro trimestre, conforme divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse resultado representa o menor percentual já registrado para o período específico desde o início da série histórica, refletindo o dinamismo recente do mercado de trabalho brasileiro.
O recuo na desocupação veio acompanhado de recordes históricos na ocupação da força de trabalho, evidenciando mudanças estruturais na economia nacional e na geração de postos de trabalho formais e informais em todo o território.
Retração histórica no trimestre
A queda registrada no período representou um recuo de 0,4 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a taxa havia ficado em 5,6%, conforme detalhado em levantamentos da Pnad Contínua. Frente ao trimestre imediatamente anterior, a redução foi de 0,2 ponto percentual.
Com essa oscilação negativa, o número total de pessoas desocupadas no país chegou a 5,6 milhões. O volume de indivíduos sem trabalho encolheu tanto na comparação trimestral quanto no confronto anual.
Expansão da população ocupada
Paralelamente à queda do desemprego, a população ocupada atingiu o patamar recorde de 103,6 milhões de trabalhadores em atividade. O contingente de empregados no setor público também alcançou o maior nível da série histórica, somando 13,2 milhões de servidores.
Outros grupamentos profissionais mantiveram estabilidade estatística no período analisado, abrangendo:
- Empregados no setor privado com carteira assinada
- Trabalhadores sem carteira assinada
- Profissionais que atuam por conta própria
- Trabalhadores domésticos
Rendimento e massa salarial
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou estimado em R$ 3.790, registrando crescimento expressivo no confronto anual. Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 387,5 bilhões, configurando o maior volume já medido pelo instituto estatístico.
Enquanto os indicadores de renda avançaram, o contingente de pessoas desalentadas — aquelas que suspenderam a busca por ocupação — somou 2,5 milhões de cidadãos, apresentando alta no trimestre, mas recuo na leitura anual.
Fonte: poder360.com.br