Sérgio Ricardo, presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, é alvo da Polícia Federal
A trajetória pública de Sérgio Ricardo de Almeida ganhou novos contornos após a deflagração da Operação Tomada de Contas. A ação conduzida pela Polícia Federal colocou sob escrutínio as atividades ligadas ao comando do Tribunal de Contas de Mato Grosso, levantando questionamentos sobre contratos e a gestão administrativa do órgão fiscalizador.
Com uma longa folha de serviços prestados na vida pública, a figura central do tribunal acumula passagens por diferentes esferas de poder no estado, desde mandatos legislativos até o comando interino do governo executivo regional em décadas passadas.
Trajetória política e ascensão no Tribunal de Contas
Nascido em Herval d’Oeste, o bacharel em Direito iniciou sua vida pública exercendo funções legislativas municipais e estaduais. Ao longo dos anos, consolidou influência política ao presidir a Assembleia Legislativa de Mato Grosso e ocupar cadeiras de relevo na mesa diretora antes de ingressar formalmente na corte de contas estadual.
A chegada ao tribunal ocorreu por indicação legislativa, permitindo que ele assumisse funções de conselheiro e posteriormente liderasse a presidência da instituição em diferentes gestões consecutivas.
Investigações e alvos da Operação Tomada de Contas
As apurações recentes conduzidas pelas autoridades federais concentram-se em indícios de fraudes em contratos administrativos, direcionamento de pagamentos e pressões exercidas sobre fornecedores públicos. A movimentação financeira atribuída a empresas ligadas ao investigado chamou a atenção dos investigadores devido ao volume de recursos movimentados.
O cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão abrangeu diferentes estados, evidenciando o escopo da investigação autorizada pelas instâncias superiores da justiça brasileira.
Histórico de afastamentos e retornos jurídicos
O período à frente da corte de contas também foi marcado por turbulências judiciais anteriores. O conselheiro permaneceu afastado de suas funções por quase cinco anos devido a questionamentos legais acerca da aquisição de sua vaga na instituição de controle.
Somente após decisões de instâncias superiores, como a chancela do Superior Tribunal de Justiça, o dirigente conseguiu reverter o quadro e retomar suas atividades institucionais no tribunal.
Posicionamento da defesa
Até o fechamento desta reportagem, os canais de comunicação com a defesa jurídica do investigado permaneceram sem retorno efetivo. Os veículos de imprensa continuam em busca de manifestações oficiais para esclarecer os pontos levantados pelas autoridades competentes.
Fonte: poder360.com.br