Economia

Orçamento da saúde e assistência social recebe repasse federal de R$ 5,2 bilhões

O Ministério do Planejamento e Orçamento autorizou a liberação de um crédito suplementar de R$ 5,166 bilhões nos orçamentos fiscal e da Seguridade Social. O montante tem como objetivo principal reforçar despesas essenciais em diversos órgãos do Poder Executivo federal, com foco especial em áreas de grande impacto social.

A medida foi oficializada por meio de portaria específica e busca garantir a continuidade de políticas públicas fundamentais para a população. Os recursos necessários para essa movimentação financeira serão obtidos através do remanejamento e da anulação de dotações orçamentárias já existentes em diferentes pastas e programas da administração pública.

Foco na assistência social e garantia de benefícios

A maior parcela dos recursos liberados, totalizando R$ 4,726 bilhões, foi direcionada ao Fundo Nacional de Assistência Social. Esse montante representa aproximadamente 90% de todo o valor autorizado pelo governo federal na nova portaria orçamentária.

Esses recursos serão aplicados diretamente no pagamento do Benefício de Prestação Continuada voltado para pessoas com deficiência, além da Renda Mensal Vitalícia por invalidez. A medida assegura o suporte financeiro contínuo a milhares de cidadãos que dependem desses pagamentos para sua subsistência diária.

Investimentos no Sistema Único de Saúde

Outra fatia importante do crédito suplementar foi destinada ao Fundo Nacional de Saúde para fortalecer as ações de assistência farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde. O reforço orçamentário permitirá a aquisição e a distribuição regular de medicamentos essenciais.

Os valores contemplam tanto o abastecimento de remédios voltados para a atenção básica quanto o fornecimento de tratamentos de componente especializado em vários estados brasileiros, garantindo o atendimento à rede pública de saúde.

Origem dos recursos e anulação de dotações

Para viabilizar a abertura do crédito suplementar sem elevar os gastos totais previstos, o governo recorreu ao cancelamento de dotações de diversos órgãos e programas federais. Entre as principais fontes de recursos estão cortes em subvenções econômicas agrícolas e transferências do setor energético.

Também foram anuladas verbas originalmente direcionadas a despesas de pessoal, aposentadorias e pensões em universidades e hospitais universitários, além de remanejamentos em áreas como defesa nacional e programas previdenciários.

Fonte: cartacapital.com.br

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