Pastor de setenta anos sofre agressão violenta e família aponta intolerância política
Um pastor de 70 anos foi alvo de uma agressão física na noite de domingo (25), em frente ao prédio onde reside no Jardim Goiás, em Goiânia. Identificado como Uracy Cordeiro Tenório, a vítima foi atingida por chutes que resultaram em fratura no nariz e ferimentos na face, exigindo atendimento médico imediato.
O episódio ocorreu logo após o retorno de uma caminhada solitária pelo Parque Flamboyant. Na ocasião, o religioso vestia uma blusa de cor vermelha, detalhe que, segundo os familiares, pode ter motivado o ataque em decorrência do cenário eleitoral e da divulgação recente dos resultados das urnas na época do ocorrido.
Detalhes da violência relatados pela família
De acordo com o depoimento prestado pela esposa da vítima, Aleir Tenório, o companheiro não participava de manifestações ou comemorações públicas, tampouco portava adesivos partidários de candidatos como Luiz Inácio Lula da Silva. A parente destacou que o ato ocorreu de forma abrupta, sem qualquer troca de palavras prévia entre os envolvidos.
Informações apuradas no local apontam que o agressor estava na região para deixar parentes que moram no mesmo edifício. Os próprios familiares do suspeito precisaram intervir para conter a violência, prestando o auxílio inicial ao pastor antes que o autor fugisse a pé do endereço.
Atendimento médico e investigações policiais
Após o incidente, Uracy Cordeiro Tenório foi encaminhado ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde passou por exames diagnósticos e suturas no rosto. Embora tenha recebido alta hospitalar durante a madrugada, o idoso permaneceu sob cuidados médicos aguardando a realização de um procedimento cirúrgico reparador.
A ocorrência foi atendida por equipes da Polícia Militar, que realizaram diligências e buscas pelas imediações logo após o chamado, mas nenhum suspeito foi localizado no momento. A família manifestou a intenção de formalizar a denúncia na Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso para que o caso seja rigorosamente investigado pelas autoridades competentes.
Fonte: tribunadoplanalto.com.br