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Prédio abandonado há 30 anos no centro de Goiânia terá obras retomadas para locações

Um dos problemas urbanos mais antigos do Centro de Goiânia, o conhecido prédio redondo situado na Avenida Araguaia, na esquina com a Rua 2, terá suas obras finalmente retomadas. O anúncio oficial foi feito pelo prefeito Sandro Mabel durante a manhã desta terça-feira (20/10). O imóvel, que permaneceu completamente abandonado por mais de 30 anos, gerava grande preocupação entre moradores e frequentadores da região devido aos riscos estruturais e às constantes ocupações irregulares.

De acordo com informações divulgadas pela Prefeitura de Goiânia, um novo grupo de proprietários assumiu o compromisso de investir na revitalização do espaço. O projeto prevê a conversão da antiga estrutura em apartamentos voltados para a locação por meio de plataformas digitais como o Airbnb, injetando nova dinâmica econômica na área central da capital.

Novos investimentos e laudos estruturais positivos

O prefeito Sandro Mabel destacou que laudos técnicos especializados atestam a integridade e a boa qualidade da estrutura física do edifício. Segundo o chefe do executivo municipal, o imóvel foi muito bem edificado em sua concepção original, o que viabiliza a execução do novo projeto imobiliário com segurança para os futuros usuários e investidores.

O plano de aproveitamento comercial do espaço busca atrair turistas e trabalhadores temporários para o coração da cidade. A iniciativa alinha-se aos esforços da administração pública para combater a degradação imobiliária e devolver a vitalidade comercial e residencial ao Centro histórico.

Fiscalização ampliada e medidas de segurança imediata

Além do caso da Avenida Araguaia, a gestão municipal planeja intensificar as vistorias em outros pontos críticos da cidade que sofrem com o abandono prolongado. Um exemplo citado foi o imóvel situado na esquina da Avenida Assis Chateaubriand com a Avenida Portugal, localizada no Setor Oeste.

Os novos responsáveis pelo prédio na região central adotaram providências urgentes para garantir a higiene e a segurança do perímetro. Entre as ações exigidas estão o reforço dos muros, a instalação de portões adequados e a colocação de concertinas para barrar novas invasões.

Ação social e assistência às pessoas em vulnerabilidade

A força-tarefa montada para lidar com o edifício envolveu órgãos de segurança e assistência social do município. A Guarda Civil Metropolitana e a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos atuaram diretamente no local para cadastrar e oferecer encaminhamentos à rede socioassistencial para os indivíduos que ocupavam a área.

A moradora Sílvia Cristina de Lima celebrou a intervenção estatal na área. A retomada ocorre paralelamente aos trâmites finais de regulamentação do programa municipal voltado para estimular a moradia na região central.

Fonte: goiania.go.gov.br

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