Cidades

Eleitores enfrentam mudanças de seção no segundo turno com concentração no Nordeste

Mais de 592 mil cidadãos brasileiros terão seus locais de votação alterados para a disputa do segundo turno das eleições presidenciais. Segundo dados consolidados da Justiça Eleitoral, a redistribuição atinge diretamente 586.595 pessoas em território nacional e outras 6.275 registradas em zonas eleitorais no exterior, somando um contingente expressivo em meio a um pleito disputado.

As transferências abrangem 4.352 seções eleitorais, o que representa cerca de 0,87% do universo total de 499.248 seções instaladas em todo o país. O remanejamento foi determinado com base em necessidades técnicas específicas apontadas pela organização do pleito, englobando problemas de infraestrutura física, acessibilidade, segurança e reparos provocados por intempéries climáticas.

Concentração regional e dados das seções alteradas

O recorte regional indica que o Nordeste reúne o maior contingente de eleitores impactados pelas alterações de endereço, somando 251.647 pessoas, o equivalente a aproximadamente 42,4% do total apurado. Na sequência do volume de votantes atingidos aparecem o Sudeste, com 133.535 registros; o Norte, com 90.461; a região Sul, com 84.777; e o Centro-Oeste, com 26.175.

Ao analisar os resultados registrados na primeira etapa da votação nas urnas que mudaram de local, constata-se uma predominância de votos favoráveis a Lula, do Partido dos Trabalhadores, que liderou em 55,8% dessas seções. Já o candidato Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, obteve maioria em 43,7% delas. Na média percentual dos votos válidos desse grupo de urnas, o petista alcançou 49,7% contra 43,4% do adversário. No cenário estritamente nordestino, a dianteira de Lula atingiu 95% das seções modificadas, correspondendo a 1.506 dos 1.592 locais avaliados.

Estados com maior número de urnas transferidas

Em relação ao volume de seções que precisaram trocar de sede física, quatro unidades federativas concentram os índices mais expressivos do levantamento:

  • São Paulo: 982 seções remanejadas;
  • Minas Gerais: 514 seções com novos endereços;
  • Rio de Janeiro: 431 locais transferidos;
  • Bahia: 312 seções adaptadas para o segundo turno.

Esses quatro estados figuram simultaneamente no topo do colégio eleitoral do país, somando 74.659.890 pessoas aptas a votar. No entanto, quando a análise foca o total absoluto de pessoas transferidas em cada unidade federativa, a liderança passa a ser de Minas Gerais, com 75.806 indivíduos, seguida por Paraná (74.877), Maranhão (52.699), Pernambuco (48.502) e São Paulo (45.140).

Ações da campanha e canais para consulta

Diante do quadro, a coligação de apoio a Lula protocolou uma petição perante o Tribunal Superior Eleitoral solicitando medidas ativas de comunicação. O pedido requereu o aviso individual de cada cidadão afetado por mensagem de WhatsApp em um prazo de até 48 horas, além da coordenação com administrações municipais para a oferta de transporte gratuito nas áreas atingidas. A justificativa apresentada apontou a preocupação com os índices de abstenção registrados no primeiro turno, quando 33,4 milhões de pessoas não compareceram, correspondendo a uma taxa de 21,08%.

Como precedente, a representação jurídica citou a experiência do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, que comunicou 81.511 pessoas via aplicativo de mensagens antes da primeira votação. Para evitar contratempos no dia da eleição, os cidadãos podem verificar a situação cadastral e o endereço exato por meio do serviço de Autoatendimento Eleitoral na página oficial do TSE ou pelo aplicativo móvel e-Título, navegando até a funcionalidade “Onde votar”.

Fonte: cartacapital.com.br

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