POLÍCIA

Empresária defende fim da escala de seis por um e aponta lucros

Desde que o Congresso Nacional aprovou o fim da escala 6×1, a empresária Isabela Raposeiras tem usado sua influência nas redes sociais para rebater argumentos contrários à mudança. Críticos da alteração na jornada de trabalho associam a medida a prejuízos para diversos setores do País, como varejo, comércio, bares e restaurantes.

Promulgada recentemente, a emenda prevê reduzir o limite semanal de trabalho de 44 para 40 horas, assegurando dois dias de descanso remunerado por semana, sem corte salarial. A execução será gradual: o teto cai para 42 horas após 60 dias da publicação e chega a 40 horas depois de um ano.

A experiência prática com jornadas reduzidas

Dona do Coffee Lab, espaço em São Paulo que conta com cafeteria, escola de baristas, laboratório de torra e degustação de cafés especiais, Raposeiras nunca adotou o modelo de seis dias de trabalho para um de folga. Ela afirma que a escala 6×1 é abusiva e que não existe explorar o trabalhador para obter lucro na atividade empresarial.

Dos 30 funcionários que sustentam a operação de seu negócio, fundado em 2004, dez operam sob a escala 5×2, com folgas aos fins de semana. Nas cafeterias e na escola, que abrem todos os dias, 20 trabalhadores estão no modelo 4×3, que consiste em quatro dias trabalhados e três folgas rotativas.

Produtividade e eficiência nos negócios

Raposeiras, que também presta consultoria a empresas interessadas em modificar suas jornadas, destaca os resultados práticos dessa mudança. Uma padaria de São Paulo que adotou o modelo 4×3 sob sua orientação estima um aumento mínimo de 30% no faturamento e de 15% na lucratividade, reflexo direto do maior tempo de descanso da equipe.

Segundo a consultora, a partir do momento em que os trabalhadores têm mais tempo para o convívio pessoal, eles ficam mais produtivos por não acumularem cansaço. Para mais reflexões sobre o mercado de trabalho atual, acesse CartaCapital para acompanhar análises aprofundadas.

Críticas ao modelo tradicional e o cuidado com o capital humano

Para a consultora, a mudança na jornada é viável independentemente do tamanho do negócio e pode otimizar operações marcadas por ineficiência, além de reduzir custos operacionais. Ela aponta que muitas empresas sofrem com excesso de faltas, rotatividade e processos rescisórios elevados justamente porque os funcionários estão exaustos.

Dados indicam que milhões de brasileiros operam na escala 6×1, representando uma fatia expressiva dos trabalhadores ocupados no País com contratos em regime de 44 horas semanais. Para a empresária, a discussão resume-se a cuidar adequadamente do capital humano que mantém as empresas funcionando no dia a dia.

Fonte: cartacapital.com.br

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