Governo da Colômbia retira obras de museu e gera polêmica nacional
O governo de direita da Colômbia ordenou a retirada de dezenas de obras relacionadas à diversidade sexual e aos processos de paz de um dos museus mais importantes do País, em uma decisão que provocou uma onda de críticas nas redes sociais e entre os visitantes. A medida gerou intenso debate sobre a preservação da memória histórica e os limites da intervenção estatal na cultura.
Na sala Hacer sociedad do Museu Nacional, em Bogotá, várias paredes que até pouco tempo exibiam trabalhos artísticos e políticos amanheceram vazias, motivando reações imediatas da população e de especialistas da AFP.
Ação de renovação cultural gera forte controvérsia
Funcionários foram vistos pintando paredes vazias sob a justificativa de uma reforma promovida pela nova administração. Visitantes que aguardavam explicações expressaram indignação diante da supressão de conteúdos ligados à comunidade LGBT+, a ativismos e ao acordo de paz de 2016 com a guerrilha das Farc.
Manifestantes e acadêmicos apontaram a medida como uma tentativa de apagamento histórico e censura institucional. Por outro lado, autoridades governamentais sustentam que a medida visa afastar o viés ideológico de espaços públicos.
Defesa ministerial e diretrizes do Poder Executivo
A ministra da Cultura, Paola Holguín, defendeu a diretriz ao declarar que a instituição não deve servir como instrumento de doutrinação política e precisa zelar pelos valores fundamentais das famílias e crianças.
O presidente Abelardo de la Espriella reforçou o posicionamento ao afirmar publicamente que o Estado precisa impedir a captura de espaços culturais por correntes ideológicas que considera prejudiciais à unidade nacional, criticando abertamente pautas progressistas.
Fonte: cartacapital.com.br