Goiânia

Investigação apura morte de homem em motel após fuga cinematográfica em Catanduva

A Polícia Civil de Catanduva, no interior de São Paulo, instaurou inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte de Fabrício Augusto das Neves, de 33 anos. O caso ocorreu em uma suíte de motel no último domingo (11) e envolveu uma sequência de eventos que culminou na fuga forçada de um dos acompanhantes da vítima.

O episódio teve início por volta das 17h50, quando o trio deu entrada no estabelecimento. Segundo relatos colhidos pelas autoridades, o grupo teria consumido bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes durante a permanência no local.

Dinâmica do óbito e a tentativa de socorro

A namorada de Fabrício, de 26 anos, afirmou em depoimento que se ausentou da suíte após um desentendimento, aguardando no veículo estacionado na garagem privativa. Pouco tempo depois, a mulher relatou ter ouvido o som de vidro quebrado, o que a motivou a retornar ao quarto.

Ao chegar ao local, ela encontrou Fabrício caído. O terceiro envolvido, um homem de 47 anos identificado como pastor, estaria tentando reanimar a vítima utilizando água e refrigerante. Logo após a tentativa frustrada de socorro, o homem manifestou a intenção de deixar o estabelecimento imediatamente.

Fuga e danos ao patrimônio do estabelecimento

Ao tentar sair do motel, o acompanhante buscou quitar a conta, que totalizava R$ 298. No entanto, os funcionários do local impediram a saída do veículo, uma vez que a suíte ainda estava ocupada e a situação dentro do quarto não havia sido devidamente esclarecida.

Diante da negativa dos funcionários, o homem acelerou o carro contra o portão do motel, derrubando a estrutura para conseguir fugir. A equipe do Samu foi acionada e realizou manobras de reanimação por cerca de 30 minutos, mas o óbito de Fabrício foi constatado ainda no local.

Andamento das investigações policiais

A namorada da vítima foi encaminhada ao plantão policial, onde prestou esclarecimentos e foi posteriormente liberada. Até o momento, o homem identificado como pastor não compareceu para depor às autoridades.

A Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita, além de apurar crimes de dano, fraude processual e posse de drogas para consumo pessoal. As diligências prosseguem para determinar a causa exata da morte e a responsabilidade dos envolvidos no episódio.

Fonte: tribunadoplanalto.com.br

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