Esportes

Marinho acusa cúpula da AGU de violar neutralidade eleitoral em favor de Lula

O senador Rogério Marinho (PL-RN) deflagrou uma ofensiva contra a atual gestão da Advocacia-Geral da União (AGU), acusando o órgão de abandonar a imparcialidade institucional em prol da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o parlamentar, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e seu adjunto, Flávio Roman, teriam ignorado as diretrizes de neutralidade estabelecidas pela própria instituição durante o pleito de 2026.

Conflito entre conduta institucional e militância política

A controvérsia central gira em torno da utilização de cargos públicos para fins de propaganda eleitoral. Marinho argumenta que a AGU, ao publicar uma cartilha própria sobre condutas vedadas, impôs limites aos seus agentes que, na prática, estariam sendo desrespeitados pela alta cúpula. Para o senador, a advocacia de Estado não pode ser confundida com um comitê de campanha, sob risco de comprometer a credibilidade do órgão perante a sociedade.

As críticas ganharam corpo com a publicação da 140ª edição do Observatório da Oposição, relatório semanal divulgado pela liderança da oposição no Senado. O documento aponta que as manifestações de Messias e Roman extrapolam a esfera técnica e adentram o campo da disputa partidária, ferindo os princípios da administração pública que regem a atuação dos advogados da União.

Declarações e episódios de atrito

O histórico de tensões entre a oposição e a AGU inclui episódios específicos citados no relatório. Em 24 de setembro, Jorge Messias utilizou uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre precatórios para tecer críticas diretas a Flávio Bolsonaro (PL), associando o resultado da medida à gestão do governo Lula. Na ocasião, o senador Rogério Marinho classificou a postura do advogado-geral como a de um “militante do PT”.

De forma similar, Flávio Roman, adjunto na pasta, tornou-se alvo de contestação após publicar um vídeo em redes sociais declarando que a “advocacia pública está com Lula”. A manifestação gerou reações internas, incluindo um ofício do Fórum da Advocacia Pública Federal, que expressou preocupação com a exposição da imagem institucional e a necessidade de preservar o caráter apartidário do órgão.

Impactos na lisura do pleito

A oposição sustenta que o aparelhamento da máquina pública é um dos pontos centrais de sua análise sobre o cenário eleitoral. Ao utilizar o prestígio e a estrutura da AGU para endossar candidaturas, os gestores estariam, segundo o relatório, criando um desequilíbrio na disputa. A íntegra do documento detalha como a conduta dos dirigentes se choca com a Cartilha Eleitoral de Condutas Vedadas 2026, documento que deveria servir como bússola para todos os servidores do órgão.

Fonte: poder360.com.br

Botão Voltar ao topo