Esportes

Erika Hilton recorre ao TSE para derrubar canal Tropa do Flávio por desinformação no Whatsapp

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) protocolou, nesta 3ª feira (13.out.2026), uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral solicitando a suspensão do canal “Tropa do Flávio” na plataforma WhatsApp. A parlamentar sustenta que o grupo opera sem o devido registro na Justiça Eleitoral, utilizando o mesmo embasamento jurídico que resultou no bloqueio do canal “Exército do Lula”.

Em manifestação pública, a deputada aponta que o canal da oposição seria gerido pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) como estratégia de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições. A argumentação central da petição é que, por não se tratar de um canal oficial de campanha, a estrutura de mobilização digital deveria seguir as mesmas normas de transparência e registro exigidas para outros grupos de apoiadores.

Paralelos e controvérsias na disputa digital

A ação de Erika Hilton busca equiparar o tratamento jurídico dado aos canais de apoio. Enquanto o “Exército do Lula”, organizado pelo deputado André Janones (Rede-MG), acumula cerca de 4,3 milhões de seguidores, a “Tropa do Flávio”, criada em 6 de outubro, conta com aproximadamente 1,5 milhão de membros. A deputada questiona a disparidade nas decisões judiciais, afirmando que apenas o grupo lulista tem sofrido restrições severas por parte da presidência do TSE.

Além da questão do registro, a representação alega a disseminação de desinformação com fins eleitorais. Segundo a congressista, o canal pró-Flávio teria veiculado imagens manipuladas de um ato ocorrido no domingo (11.out) e conteúdos gerados por inteligência artificial, incluindo uma peça de teor racista. O Poder360 entrou em contato com a assessoria de Nikolas Ferreira para obter um posicionamento, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

Histórico de decisões e regulação de canais

O cenário de embates digitais no TSE tem sido marcado por decisões oscilantes. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinou recentemente a suspensão do canal “Exército do Lula”, impondo condições rígidas para sua reativação. Entre as exigências, está a comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral, dentro do processo de registro da candidatura, respeitando o prazo regulamentar de 48 horas.

O caso do canal de André Janones envolveu uma série de idas e vindas processuais, incluindo uma decisão de restabelecimento assinada pelo corregedor-geral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, poucos minutos após o recebimento da petição. Embora um relatório técnico do tribunal não tenha identificado conteúdos falsos nas publicações analisadas entre 2 e 11 de outubro, a exclusão de cerca de 500 mensagens por parte de Janones dificultou a análise pericial completa da Corte.

Para mais detalhes sobre o andamento dos processos, consulte a íntegra da petição apresentada pela defesa da deputada.

Fonte: poder360.com.br

Botão Voltar ao topo