Cidades

Júlia Zanatta reage após boneco com seu rosto ser açoitado em praça pública

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) manifestou repúdio após a circulação de imagens de uma manifestação política em Goiânia, realizada no domingo (11), onde um boneco com seu rosto foi submetido a uma encenação de açoitamento. O objeto, exposto na Praça Universitária, trazia a inscrição “Sinhá Zanatta no tronco”, em um ato que a parlamentar classificou como uma afronta direta.

Medidas jurídicas e questionamentos sobre misoginia

Diante do episódio, a deputada confirmou na segunda-feira (12) que acionou sua equipe jurídica para analisar as medidas cabíveis. Zanatta apontou o que chamou de hipocrisia por parte dos manifestantes, questionando qual seria a reação de grupos de esquerda caso uma figura feminina de seu espectro político fosse alvo de uma representação similar.

A parlamentar questionou publicamente se a primeira-dama Janja da Silva consideraria o ato como uma forma de misoginia. Para a deputada, a encenação ultrapassa o limite da crítica política ao simular violência física contra uma mulher em um espaço público.

O embate sobre a liberdade de expressão

O caso coloca em evidência a trajetória de Júlia Zanatta, que atua como uma das principais vozes na defesa da liberdade de expressão na Câmara dos Deputados. A parlamentar sustenta que o direito à manifestação deve proteger opiniões que desafiam consensos, mas o episódio em Goiânia levanta um debate sobre os limites desse exercício quando a sátira se converte em representação de agressão.

A situação cria um paradoxo político, onde a parlamentar, defensora de amplas liberdades, recorre ao Judiciário para conter uma manifestação que, embora agressiva, insere-se no contexto de embates ideológicos acirrados. O caso pode ser acompanhado em detalhes através da reportagem original do Tribuna do Planalto.

Antecedentes e contexto das manifestações

A encenação em Goiânia ocorreu poucos dias após a deputada utilizar um relho — um tipo de chicote — para celebrar resultados eleitorais em Santa Catarina. Naquela ocasião, Zanatta justificou o uso do objeto como uma brincadeira simbólica ligada à expressão regional “vitória de relho”.

Embora a parlamentar tenha classificado seu ato anterior como simbólico, a encenação na Praça Universitária foi apresentada por seus opositores como uma resposta política. O episódio reforça a polarização crescente e a dificuldade de estabelecer limites consensuais sobre o que configura sátira política e o que constitui discurso de ódio ou violência simbólica.

Fonte: tribunadoplanalto.com.br

Botão Voltar ao topo