André Janones admite exclusão de 500 mensagens em canal de apoio a Lula

O deputado federal André Janones (Rede-MG) confirmou, nesta terça-feira (13.out.2026), ter apagado cerca de 500 mensagens do canal de WhatsApp intitulado “Exército de Lula”. O grupo foi criado com o objetivo de mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período eleitoral. A declaração foi feita durante um evento focado em medidas para empreendedores, incluindo o programa Desenrola MEI.
Contexto da exclusão de mensagens no WhatsApp
Segundo o parlamentar, a prática de apagar as publicações ocorria logo após os integrantes do canal cumprirem as orientações de compartilhamento de conteúdo. André Janones afirmou que decidiu interromper a exclusão das mensagens para evitar novos questionamentos sobre a conduta, que se tornou alvo de escrutínio por parte de adversários políticos.
Investigação e questionamentos da oposição
A confirmação do deputado surge na esteira de um levantamento realizado pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a presidência contra Lula. O levantamento apontou a exclusão de 499 conteúdos do referido canal. A equipe jurídica do senador questionou a prática no âmbito de um processo apresentado à Justiça Eleitoral, argumentando que a exclusão dificultaria a fiscalização de eventuais irregularidades.
Relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral
Na segunda-feira (12.out), a área técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou um relatório sobre as publicações examinadas entre os dias 2 e 11 de outubro. O documento informou que não foram identificadas notícias falsas no período analisado, conforme apontado no pedido de suspensão do canal. No entanto, os técnicos ressaltaram que a edição e a exclusão constante de mensagens impedem a reconstrução fidedigna do histórico de publicações do grupo.
Decisões judiciais sobre o canal
O canal “Exército de Lula” tem sido objeto de intensas disputas judiciais. No domingo (11.out), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão das atividades do grupo. Contudo, a decisão foi revertida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou o restabelecimento provisório do canal até que o plenário da Corte analise o mérito da questão. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas pelo portal Poder360.