Coreia do Norte dispara mísseis balísticos após avanço hipersônico do Sul
A Coreia do Norte realizou o lançamento de diversos mísseis balísticos na 2ª feira (12.out.2026) em direção ao mar do Leste, também referido como mar do Japão. A operação militar teve início na região de Pyongyang, capital do país. O governo da Coreia do Sul manifestou repúdio imediato, classificando a ação como uma violação direta das resoluções estabelecidas pelo Conselho de Segurança da ONU.
Escalada militar e resposta tecnológica na península
Os disparos ocorreram apenas 4 dias após a Coreia do Sul concluir com sucesso o teste de seu primeiro veículo planador hipersônico. O armamento, capaz de superar 5 vezes a velocidade do som e realizar manobras evasivas durante o voo, foi supervisionado pelo presidente sul-coreano, Lee Jae-myung. A demonstração pública de força tecnológica marcou um momento de rara exibição de capacidades bélicas avançadas por parte de Seul.
Dados técnicos e trajetória dos projéteis
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul detectou os lançamentos por volta das 9h20, no horário local. Dados do Ministério da Defesa do Japão confirmaram a trajetória de pelo menos 2 projéteis, disparados às 9h19 e às 9h36. O primeiro míssil percorreu uma distância de aproximadamente 220 km, enquanto o segundo atingiu uma marca superior a 910 km. Ambos os artefatos caíram em águas internacionais, sem causar danos ao território japonês.
Tensão regional e impasses diplomáticos
Embora a realização de testes militares seja uma prática recorrente na região, a sequência observada nesta semana sinaliza uma intensificação das tensões na península Coreana. O episódio reflete uma acirrada disputa tecnológica entre os dois países, que investem no desenvolvimento de mísseis cada vez mais rápidos e difíceis de interceptar pelos sistemas de defesa convencionais.
A atual escalada eleva as preocupações internacionais com a segurança regional. O cenário é agravado pela deterioração das relações diplomáticas e pela ausência de avanços significativos nas negociações voltadas ao desmantelamento do programa nuclear norte-coreano, mantendo a região em um estado de alerta constante.
Fonte: poder360.com.br