POLÍCIA

Brasileira enfrenta risco de prisão perpétua após flagrante de tráfico na Indonésia

Uma mulher brasileira, de 36 anos, foi detida pelas autoridades da Indonésia após ser flagrada com aproximadamente quatro quilos de cocaína líquida. A substância ilícita estava oculta dentro de sete frascos de xampu e outros itens de higiene pessoal encontrados em sua bagagem. A prisão ocorreu logo após o desembarque da suspeita em Bali, na terça-feira, 6.

Investigação e detalhes da apreensão em Bali

A operação, considerada uma das maiores apreensões de cocaína líquida já registradas na ilha turística, foi conduzida por agentes da alfândega local. Em depoimento prestado aos investigadores, a mulher afirmou ter sido aliciada por um compatriota. Segundo o relato, a missão consistia em entregar o entorpecente a um destinatário em Bali em troca de uma recompensa financeira de US$ 50 mil, valor equivalente a cerca de R$ 249 mil.

Legislação rigorosa e o risco de pena máxima

As autoridades locais, por meio do porta-voz da polícia Ariasandy, reforçaram o compromisso do país em erradicar o tráfico de drogas na região. A Indonésia mantém uma das legislações antidrogas mais severas do planeta, que prevê penas que podem chegar à prisão perpétua ou até mesmo à execução por fuzilamento. Embora o governo mantenha uma moratória sobre execuções há anos, o histórico jurídico do país impõe um cenário de extrema gravidade para a acusada.

Histórico de brasileiros no sistema prisional indonésio

O caso reacende o debate sobre o rigor penal enfrentado por brasileiros no sudeste asiático. Em 2015, o país executou dois cidadãos brasileiros, Marco Archer Cardoso Moreira e Rodrigo Muxfeldt Gularte, ambos condenados por tráfico internacional de drogas. Mais recentemente, em 2022, a brasileira Manuela Vitória de Araújo Farias foi detida com quatro quilos de cocaína, recebendo uma sentença de 11 anos de reclusão, o que evitou a aplicação da pena capital.

Para mais informações sobre o contexto jurídico internacional e políticas de combate ao tráfico, consulte o portal oficial da RFI.

Fonte: cartacapital.com.br

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