Arcebispo de Aparecida pede união e afasta clima eleitoral das celebrações de 12 de outubro
O arcebispo da Arquidiocese Metropolitana de Aparecida, dom Mário Antônio da Silva, fez um apelo enfático para que as celebrações do Dia de Nossa Senhora Aparecida, realizadas nesta 2ª feira (12.out.2026), sejam marcadas exclusivamente pela fé e pela reflexão. Em um momento de polarização política, o líder religioso reforçou que o Santuário Nacional deve ser um espaço de acolhimento e não de disputas ideológicas.
Esta é a primeira vez que dom Mário, empossado em maio, conduz as festividades da padroeira do Brasil no Santuário Nacional. O arcebispo destacou que o foco dos fiéis deve residir no fortalecimento da esperança e no aprendizado com a figura de Maria, distanciando-se de qualquer animosidade que possa surgir no contexto das eleições presidenciais.
Apelo por fraternidade e respeito no Santuário Nacional
Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, o arcebispo declarou que o Santuário deve ser um ambiente de unidade. Segundo ele, o objetivo é que os peregrinos cheguem ao local motivados pela oração e pela fraternidade, deixando de lado as divergências políticas que marcaram o cenário nacional nos últimos meses.
Dom Mário ressaltou que a unidade cristã não pressupõe a uniformidade de pensamento, mas sim o reconhecimento da dignidade do próximo. O líder religioso incentivou os fiéis a buscarem o diálogo e o respeito mútuo, evitando ofensas e discursos de ódio, tanto no ambiente físico quanto nas redes sociais.
Contexto de desinformação e eleições
A declaração ocorre após um período de tensões eleitorais, onde a figura de Nossa Senhora Aparecida chegou a ser utilizada em narrativas falsas. Durante o 1º turno, circulou uma notícia falsa alegando que o senador Flávio Bolsonaro pretendia retirar da santa o título de padroeira do Brasil, o que gerou repercussão negativa e necessidade de esclarecimentos por parte das autoridades religiosas.
Ao ser questionado sobre a influência do pleito eleitoral na celebração, dom Mário manteve uma postura serena. Ele pontuou que a coincidência entre a festa religiosa e o calendário eleitoral ocorre a cada quatro anos, mas que isso não deve desviar o olhar do que é essencial. Para o arcebispo, a Mãe deve permanecer como o centro absoluto das celebrações, independentemente do cenário político externo.
Fonte: poder360.com.br