POLÍCIA

Goiânia inicia remoção de rotatória no Parque Amazônia para instalar semáforos inteligentes

A Prefeitura de Goiânia deu início, neste sábado, 10, a uma importante intervenção viária na Região Sul da capital. O projeto foca na readequação do cruzamento entre as avenidas Transbrasiliana e Feira de Santana, localizadas no setor Parque Amazônia, visando solucionar os constantes congestionamentos que afetam a mobilidade local.

A obra consiste na retirada da rotatória existente para a implementação de um sistema semaforizado moderno. Com um cronograma de execução estimado em 30 dias, a intervenção promete transformar a dinâmica de tráfego em um dos pontos mais críticos do bairro, integrando novas tecnologias de gestão de fluxo e garantindo maior segurança para motoristas e pedestres.

Fluxo de veículos motiva readequação viária no Parque Amazônia

A decisão de substituir a rotatória por semáforos baseia-se em estudos técnicos detalhados realizados pela Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET). O levantamento apontou que o cruzamento recebe uma carga de 7.485 veículos apenas nos horários de maior movimento. Essa densidade de tráfego superou a capacidade de suporte da estrutura circular original, que passou a atuar como um gargalo em vez de um facilitador.

Durante o período matutino, entre 6h58 e 8h08, os técnicos contabilizaram a passagem de 3.875 veículos. Já no final da tarde, no intervalo das 17h33 às 18h27, o volume registrado foi de 3.610 veículos. Esses números evidenciam a saturação do modelo atual, exigindo uma solução de engenharia mais robusta para garantir a fluidez do trânsito.

Engenharia de trânsito proíbe conversões à esquerda no cruzamento

Uma das mudanças mais significativas para os motoristas que frequentam a região será a alteração nas regras de conversão. Com a nova configuração, não será mais permitido realizar conversões à esquerda diretamente no cruzamento das avenidas. Essa medida visa reduzir os pontos de conflito e permitir que o tráfego principal flua sem interrupções desnecessárias.

Para os condutores que precisarem acessar vias à esquerda, a prefeitura está construindo alças de retorno específicas. O motorista deverá seguir pela Avenida Transbrasiliana, virar à direita para utilizar a nova alça e, então, retornar no sentido oposto para completar o trajeto desejado. Esta manobra, embora exija um percurso ligeiramente maior, é tecnicamente mais segura e eficiente para o sistema como um todo.

Tecnologia e inteligência artificial para otimizar o tempo de viagem

O prefeito Sandro Mabel destacou que a intervenção não se limita apenas à obra física de asfalto e concreto. O projeto prevê a instalação de semáforos sincronizados que operarão com o auxílio de inteligência artificial. Essa tecnologia permite que o tempo de abertura e fechamento dos sinais seja ajustado em tempo real, conforme a demanda de veículos detectada pelos sensores.

Segundo a administração municipal, a rotatória dificultava a circulação por promover o cruzamento de fluxos em múltiplos sentidos simultaneamente. A abertura central da estrutura permitirá que o tráfego siga livremente em linha reta, enquanto os semáforos organizam as passagens transversais. A expectativa é que a combinação de infraestrutura física e tecnologia reduza significativamente o tempo de espera nos semáforos.

Prazo de conclusão e suporte operacional da Seinfra e SET

A execução dos trabalhos está sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), seguindo o projeto elaborado pela SET. Além da modificação estrutural, o local receberá uma renovação completa na sinalização horizontal e vertical. Isso inclui a demarcação de novas faixas de pedestres, pintura de setas indicativas e instalação de placas de orientação sobre os novos movimentos permitidos.

Durante todo o período de 30 dias previsto para a conclusão, agentes da SET estarão presentes no local para orientar os motoristas e organizar o fluxo. Embora a prefeitura não tenha detalhado interdições totais, é esperado que o trânsito sofra lentidão temporária devido à presença de máquinas e operários na pista. Em paralelo às melhorias viárias, as autoridades reforçam a importância da segurança, como o transporte correto de passageiros, tema detalhado em reportagens sobre o risco de lesões em crianças sem proteção adequada.

Transição do modelo de rotatória para o sistema semaforizado

O diretor de engenharia de trânsito da SET, Marco Antônio Porfírio, explicou a evolução histórica do cruzamento. Inicialmente, a rotatória foi a solução escolhida quando o cruzamento convencional parou de funcionar. No entanto, com o crescimento urbano do Parque Amazônia, essa estrutura também atingiu seu limite operacional, fenômeno conhecido como saturação de rotatória.

De acordo com Porfírio, quando uma rotatória satura, as únicas soluções viáveis são a construção de obras de arte, como viadutos, ou a abertura da estrutura com semaforização. A prefeitura optou pela segunda opção por ser uma intervenção ágil e eficaz para o cenário atual. Os retornos estratégicos na Transbrasiliana foram planejados para atender a todos os fluxos de tráfego identificados nos estudos prévios.

Fonte: jornalopcao.com.br

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