Michel Temer denuncia uso de deepfake para simular críticas ao STF

O ex-presidente Michel Temer (MDB) utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, para alertar sobre a circulação de vídeos falsos que utilizam tecnologia de inteligência artificial. Segundo o ex-mandatário, o conteúdo, conhecido como deepfake, manipula sua imagem e voz para simular declarações críticas direcionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Combate à desinformação e medidas judiciais
Em nota oficial, Michel Temer classificou as gravações como criminosas e reiterou que nunca proferiu as falas atribuídas a ele nos vídeos. O ex-presidente enfatizou que sua trajetória política sempre foi pautada pelo respeito às instituições democráticas e ao Poder Judiciário.
Diante da gravidade da situação, a assessoria do ex-presidente confirmou que as medidas legais cabíveis já estão em curso. O objetivo é identificar os responsáveis pela criação e disseminação das montagens fraudulentas, garantindo a devida responsabilização jurídica dos autores.
Contexto de polarização no segundo turno
O episódio ocorre em um momento de intensa movimentação política no Brasil. Na segunda-feira, 5 de outubro, Michel Temer declarou publicamente seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da eleição presidencial. Em sua justificativa, o ex-presidente afirmou que a sociedade brasileira busca uma “reconexão”, associando o conceito à candidatura do senador.
A disputa eleitoral de 2026 segue acirrada, com o pleito marcado para o dia 25 de outubro. O cenário coloca frente a frente Flávio Bolsonaro, que obteve 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alcançou 45,16%. Para mais detalhes sobre o cenário político atual, consulte o Poder360.