Fisioterapeuta é detido em Goiânia por realizar procedimentos estéticos irregulares
Um fisioterapeuta foi preso em Goiânia sob a suspeita de causar lesões em pacientes durante a realização de procedimentos estéticos ilegais. A operação, conduzida pela Polícia Civil, revelou que o profissional operava em uma clínica clandestina, onde foram encontrados diversos materiais irregulares que colocavam em risco a saúde dos clientes.
Apreensão de materiais e irregularidades sanitárias
Durante a fiscalização no local, os agentes encontraram um cenário de grave negligência sanitária. Entre os itens apreendidos estavam medicamentos com o prazo de validade vencido, o que configura crime contra as relações de consumo e risco iminente de reações adversas graves nos pacientes submetidos aos tratamentos.
Além dos fármacos, a polícia localizou uma série de receiturários em branco e o carimbo de uma médica, elementos que sugerem a prática de falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina. A utilização desses documentos visava conferir uma falsa aparência de legalidade aos atendimentos realizados pelo investigado.
Riscos e consequências dos procedimentos estéticos clandestinos
A prática de procedimentos estéticos por profissionais não habilitados ou em ambientes sem a devida fiscalização da Vigilância Sanitária tem se tornado um problema crescente. Especialistas alertam que intervenções como preenchimentos e aplicações de substâncias injetáveis exigem conhecimento anatômico profundo e condições de assepsia rigorosas.
As vítimas, ao buscarem por serviços muitas vezes mais baratos, acabam expostas a complicações que podem variar desde infecções locais até danos permanentes aos tecidos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça que qualquer procedimento invasivo deve ser realizado em estabelecimentos licenciados e por profissionais devidamente qualificados para intervir em caso de intercorrências.
Andamento das investigações policiais
O caso segue sob apuração das autoridades policiais de Goiânia para determinar o número exato de pessoas lesionadas e o tempo de funcionamento do estabelecimento irregular. O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto a polícia busca identificar se outras pessoas participavam do esquema criminoso.
Fonte: maisgoias.com.br