Bebê prematuro aguarda há oito meses por atendimento especializado em Goiânia
A espera por atendimento especializado na rede pública
A família de Ravy Lucca, um bebê de 9 meses, enfrenta uma longa jornada em busca de assistência médica especializada em Goiânia. Nascido prematuro, o menino necessita de acompanhamento contínuo com neurologista e fonoaudiólogo, mas aguarda há 8 meses por uma vaga na rede pública de saúde da capital goiana.
A mãe da criança relata que o quadro clínico exige atenção imediata, especialmente após o bebê ter sofrido uma crise convulsiva durante o período em que esteve internado logo após o nascimento. Desde então, os encaminhamentos médicos foram realizados, mas o sistema de regulação ainda não ofereceu uma data para as consultas necessárias.
Impactos do atraso no desenvolvimento infantil
A falta de especialistas para o acompanhamento de crianças prematuras pode comprometer o desenvolvimento neuropsicomotor a longo prazo. O suporte fonoaudiológico, por exemplo, é essencial para garantir que o bebê não apresente dificuldades na alimentação ou na aquisição de habilidades comunicativas fundamentais para a sua idade.
A angústia da família é agravada pela incerteza sobre o cronograma de atendimento. Sem previsão de retorno por parte dos órgãos competentes, a mãe de Ravy Lucca busca visibilidade para o caso, na esperança de que a rede pública consiga priorizar os exames e as consultas que o filho necessita para crescer com saúde e segurança.
O cenário da regulação em saúde na capital
O caso de Ravy Lucca reflete uma realidade enfrentada por diversos pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) para consultas com especialistas. A demanda reprimida por neurologistas pediátricos e fonoaudiólogos é um desafio constante para a gestão municipal, que precisa equilibrar a oferta de profissionais com o volume de encaminhamentos gerados nas unidades básicas.
Para mais informações sobre o funcionamento do sistema de regulação e os direitos dos pacientes, consulte o portal oficial do Ministério da Saúde. A espera prolongada, conforme o relato da família, coloca em evidência a necessidade de maior celeridade na marcação de consultas para casos que envolvem pacientes de alto risco, como bebês prematuros com histórico de convulsões.
Fonte: maisgoias.com.br