POLÍCIA

Raimundo Aguiar, candidato a deputado estadual em Goiás pelo DC, não recebe nenhum voto em 2026

O cenário das eleições gerais de 2026 em Goiás apresentou um episódio atípico e que chama a atenção pela raridade estatística. O candidato ao cargo de deputado estadual, Raimundo Aguiar, filiado ao Democracia Cristã (DC), encerrou o pleito sem registrar um único voto em seu favor, inclusive o seu próprio.

Perfil e trajetória do candidato nas urnas

Dados oficiais disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) detalham o perfil do postulante. Raimundo Aguiar, de 69 anos, é natural de São Raimundo das Mangabeiras, no Maranhão. Em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, o candidato informou um patrimônio avaliado em R$ 1,1 milhão.

Com ensino superior incompleto, ele declarou atuar profissionalmente na área de técnica de eletricidade, eletrônica e telecomunicações. A ausência de votos computados para sua candidatura estadual em Goiás coloca o nome do político em uma lista de casos isolados ocorridos em diversas unidades da federação durante o último processo eleitoral.

Fenômeno de votos nulos pelo Brasil

A situação de Raimundo Aguiar não foi um evento isolado no contexto nacional. Em outros estados, candidatos também terminaram a disputa sem contabilizar votos. No Acre, os nomes de Dr. Pedro Benevides, do PRD, e Renilda Rocha, do Solidariedade, figuraram com zero votos. Cenário semelhante ocorreu no Pará, com Luiz Daminhão, do DC, e em Roraima, com Chagas Enfermeiro, também do DC.

Em Pernambuco, o quadro envolveu Luis Augusto e Mouracia, ambos filiados ao Mobiliza. É importante ressaltar que, no caso destes dois últimos, as candidaturas encontram-se sob a classificação de “anulado sub judice”. Isso implica que a validade jurídica de suas participações ainda aguarda definições judiciais, embora o registro de votos permaneça zerado independentemente do desfecho legal.

Incidência partidária e contexto das candidaturas

Um ponto que despertou análise sobre os dados do pleito é a recorrência do partido Democracia Cristã (DC) em três dos casos mapeados. Além do candidato goiano, a legenda esteve presente nas ocorrências registradas no Pará e em Roraima. A repetição da sigla em diferentes estados levanta questionamentos sobre a organização das campanhas e a efetividade das candidaturas proporcionais registradas pela agremiação.

A legislação eleitoral brasileira prevê diversos motivos para que uma candidatura não receba votos, desde a desistência não processada a tempo até o indeferimento de registros. O caso de Raimundo Aguiar e dos demais citados permanece como uma curiosidade estatística que ilustra a complexidade da logística eleitoral em um país de dimensões continentais.

Fonte: jornalopcao.com.br

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