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Otoni de Paula não se reelege após romper com bolsonarismo e apoiar Lula

O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) não obteve êxito em sua tentativa de reeleição para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. O parlamentar, que protagonizou uma mudança significativa em seu posicionamento político ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda no primeiro turno, registrou 19.364 votos, marca insuficiente para garantir um novo mandato.

Mudança de trajetória e alinhamento político

A decisão de apoiar o petista representou um ponto de inflexão na carreira de Otoni de Paula, que historicamente mantinha uma base eleitoral ligada ao bolsonarismo e à bancada evangélica. Em anos anteriores, o deputado foi um crítico ferrenho de Lula, chegando a utilizar termos ofensivos e declarações agressivas contra o atual presidente. Em 2025, contudo, o parlamentar afirmou publicamente ter se arrependido de suas postagens e falas passadas.

Durante o pleito de 2026, o deputado abandonou a candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) para alinhar-se ao projeto de reeleição de Lula. Segundo justificativa apresentada pelo próprio congressista, a manobra visava estabelecer uma oposição direta a Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno contra o atual chefe do Executivo. A movimentação gerou repercussão imediata entre seus antigos aliados políticos.

Estratégia para o segundo turno e mobilização religiosa

Mesmo após a confirmação de sua derrota nas urnas, Otoni de Paula reafirmou, por meio de seu perfil oficial no X, que sua atuação política permanece ativa. O deputado declarou que a continuidade de seu apoio a Lula no segundo turno é uma medida de defesa do país, negando uma guinada ideológica para a esquerda. Ele argumentou que o cenário atual exige uma postura pragmática.

O parlamentar agora foca seus esforços na tentativa de mediar o diálogo entre o governo e o segmento evangélico. Otoni de Paula afirmou que pretende percorrer o país para organizar encontros entre o presidente e lideranças religiosas. O objetivo declarado é mobilizar o eleitorado cristão, argumentando que o grupo possui interesse em ouvir as propostas do petista para o próximo mandato.

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