POLÍCIA

STM confirma condenação de sete envolvidos em esquema de corrupção no Exército

O Superior Tribunal Militar (STM) ratificou, nesta terça-feira (29), a condenação de sete indivíduos envolvidos em um esquema de corrupção estruturado dentro do 7º Depósito de Suprimento (7º D Sup), unidade do Exército Brasileiro sediada em Recife (PE). A decisão do plenário encerra uma etapa judicial de um processo que investigou desvios em procedimentos licitatórios realizados pela instituição militar.

Investigações sobre irregularidades em licitações

O caso teve origem em uma investigação iniciada em 2017, focada em apurar uma série de irregularidades administrativas e crimes cometidos entre 2012 e 2014. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Militar, um pregão eletrônico foi deliberadamente manipulado para garantir o favorecimento de uma empresa específica.

As auditorias realizadas durante o processo apontaram falhas graves que ultrapassaram a esfera burocrática. Entre as irregularidades identificadas, destacam-se a manipulação na pesquisa de preços, a homologação de itens com valores superiores aos limites previstos no termo de referência e a omissão de consultas obrigatórias em sistemas de controle de fornecedores.

Pagamento de vantagens indevidas a militares

A acusação sustentou que o favorecimento à empresa não foi um ato isolado, mas parte de um esquema que envolvia o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. A quebra de sigilo bancário foi fundamental para o desfecho do caso, revelando transferências financeiras diretas entre pessoas ligadas à empresa beneficiada e militares que atuavam no 7º D Sup.

Para o colegiado do STM, o conjunto probatório, composto por documentos e perícias técnicas, confirmou que os depósitos bancários estavam diretamente vinculados ao exercício das funções dos acusados. A decisão reafirma a postura da corte em punir desvios de conduta que comprometem a integridade administrativa da força armada.

Perfil dos condenados e tipificação penal

O grupo condenado é composto por militares de diversas patentes e civis ligados ao setor privado. A lista de réus inclui dois coronéis, um major, um primeiro-tenente, um segundo-sargento e um subtenente, além de uma mulher e um empresário que possuíam vínculos com a empresa favorecida no esquema.

Os cinco militares foram condenados pelo crime de corrupção passiva majorada, enquanto os dois civis responderam por corrupção ativa majorada. A manutenção das penas pelo tribunal superior reforça a aplicação da lei penal militar diante de atos que atentam contra a administração pública e a probidade no serviço militar.

Fonte: cartacapital.com.br

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