Flávio Bolsonaro ironiza acordo do governo Lula com o Santos antes das eleições

O senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (1º.out.2026) para criticar a formalização de um acordo entre o governo federal e o Santos Futebol Clube. O entendimento, celebrado a apenas três dias do pleito eleitoral, trata da regularização do uso do terreno onde está localizado o Centro de Treinamento Rei Pelé, em Santos.
Críticas à proximidade do pleito eleitoral
Em um vídeo publicado nos stories do Instagram, Flávio Bolsonaro classificou a medida como uma estratégia política. O parlamentar afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria cedendo um patrimônio avaliado em dezenas de milhões de reais ao clube em um momento crítico da disputa eleitoral, sugerindo uma tentativa de influência sobre o eleitorado santista.
O senador direcionou um recado direto à diretoria do clube paulista. Em sua fala, sugeriu que os dirigentes aceitassem a concessão para beneficiar a estrutura do time, mas que, no momento do voto, os torcedores e gestores deveriam optar por sua candidatura, declarando que o torcedor do Santos não estaria à venda.
Detalhes técnicos da concessão do CT Rei Pelé
Apesar das declarações políticas, o acordo firmado não representa a transferência definitiva da propriedade do imóvel para o Santos. A área, que possui 38,9 mil m² e está avaliada em R$ 79,7 milhões, permanece sob domínio da União, conforme informações detalhadas pelo Poder360.
O contrato estabelece que o clube terá o direito de uso do imóvel por um período de 20 anos, com a possibilidade de renovação por igual intervalo. Em contrapartida, o Santos deverá realizar um pagamento mensal de R$ 145.167,42. Este valor será corrigido periodicamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Regularização de passivos financeiros
Além das condições de uso futuro, o termo assinado também endereça pendências financeiras históricas. O Santos reconheceu formalmente uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 23 milhões, referente ao período em que utilizou a área sem a devida regularização contratual junto ao governo federal.