Leilão do antigo Hospital Santa Genoveva segue sem ofertas na primeira etapa
O processo de alienação judicial do antigo Hospital Santa Genoveva, localizado em Goiânia, iniciou sua primeira fase sem o registro de lances. Com um valor estipulado em R$ 28,27 milhões, a estrutura, que integra a massa falida do grupo hospitalar, permanece disponível para arrematação até o dia 5 de outubro. A expectativa do mercado é que a venda efetiva ocorra apenas em etapas subsequentes, quando o preço sofrerá reduções significativas.
Expectativas para o leilão do Hospital Santa Genoveva
Célio Gonçalves, representante da empresa Leilões Brasil, afirmou que a ausência de propostas no início do certame estava dentro do cronograma previsto. Segundo ele, é comum que investidores aguardem a segunda chamada para apresentar ofertas, visto que o valor inicial corresponde à avaliação de mercado do imóvel. A estratégia de venda está estruturada em três fases distintas, desenhadas para garantir a liquidez do ativo.
A primeira chamada, aberta às 15h30 da última quinta-feira, 1º, mantém o valor integral de avaliação. Caso não haja interessados até o prazo final de 5 de outubro, o processo avança automaticamente para a segunda etapa, com uma redução de 50% no lance mínimo, fixando o valor em R$ 14,135 milhões. A expectativa é que o interesse dos investidores se intensifique entre os dias 5 e 20 de outubro.
Flexibilidade na terceira fase de alienação
Caso a segunda chamada também não resulte em venda, o edital prevê uma terceira etapa de negociação. A partir das 15h31 do dia 20 de outubro, o leilão entra em uma fase de maior flexibilidade, na qual será aceito o maior lance ofertado, independentemente do valor base. Esta etapa final estende-se até o dia 5 de novembro, buscando encerrar o ciclo de alienação do complexo hospitalar.
Legado histórico e estrutura do complexo
O imóvel, situado na Avenida Concórdia, no Setor Santa Genoveva, possui uma área total de 53.321,46 metros quadrados, com cerca de 11,8 mil metros quadrados de área construída. O local é um marco na medicina goiana, tendo sido palco do primeiro transplante de coração no estado, realizado em fevereiro de 1992 sob a coordenação do médico Aleksander Dobrianskyj. O paciente, Antônio Justo Moya, foi o beneficiário do procedimento pioneiro.
Além do histórico em transplantes, a unidade foi referência em cirurgias cardíacas com circulação extracorpórea e serviços de hemodinâmica. O hospital encerrou suas atividades entre 2016 e 2017 após enfrentar graves dificuldades financeiras. Atualmente, o processo de falência tramita na 21ª Vara Cível de Goiânia, e a venda do imóvel é fundamental para a arrecadação de recursos destinados ao pagamento dos credores do grupo.
Fonte: jornalopcao.com.br