POLÍCIA

Estados Unidos ampliam restrições financeiras e endurecem sanções contra Cuba

O governo dos Estados Unidos oficializou, nesta terça-feira (29), uma nova rodada de endurecimento nas sanções econômicas impostas a Cuba. A medida, que impacta diretamente o fluxo financeiro da ilha, visa restringir operações que envolvam entidades estatais e setores estratégicos, sinalizando uma escalada na pressão diplomática e econômica sobre Havana.

Impactos das novas restrições financeiras

As diretrizes foram emitidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro norte-americano. A normativa proíbe transações financeiras indiretas com entidades cubanas que estejam sob sanções, com foco especial em organizações ligadas ao aparato de segurança nacional e ao Gaesa, o conglomerado econômico controlado pelas forças armadas cubanas.

Além disso, o governo norte-americano revogou a autorização para transações conhecidas como U-Turn. Esse mecanismo permitia que bancos processassem pagamentos em dólares relacionados a Cuba, desde que a origem e o destino dos recursos estivessem fora do território dos Estados Unidos e não envolvessem cidadãos americanos. A suspensão dessa prática limita significativamente a capacidade de circulação de moeda estrangeira na economia cubana.

Restrições ao setor privado e empreendedorismo

A nova política também atinge diretamente o setor privado emergente na ilha. A administração norte-americana eliminou a permissão que autorizava bancos dos Estados Unidos a abrir e manter contas bancárias em nome de cidadãos cubanos que atuam como empreendedores autônomos.

Essa mudança retira um canal importante para o suporte financeiro de pequenos negócios independentes em Cuba. A medida ocorre em um momento em que a economia local enfrenta desafios severos, agravados por um embargo petroleiro que, segundo analistas, tem aprofundado a crise energética e o desabastecimento no país.

Tensões diplomáticas e segurança nacional

Desde o retorno de Donald Trump à presidência, a dinâmica entre Washington e Havana passou por um acentuado processo de deterioração. O governo norte-americano tem classificado a ilha, situada a cerca de 150 km da costa da Flórida, como uma ameaça à segurança nacional, justificando o endurecimento das políticas como uma estratégia de contenção.

O objetivo declarado de Washington é promover uma mudança de regime em Havana. Para mais informações sobre o histórico das relações bilaterais, consulte o portal oficial do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. A estratégia de pressão máxima tem gerado impactos profundos na estabilidade econômica da ilha, que lida com as consequências diretas dessas restrições desde o início do ano.

Fonte: cartacapital.com.br

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