POLÍCIA

Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldade para consolidar apoio público de artistas em 2026

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República em 2026 tem encontrado obstáculos para converter a simpatia de personalidades do meio artístico em apoios públicos explícitos. Diferente do cenário observado em pleitos anteriores, o senador do PL não tem conseguido repetir o volume de endossos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) angariou, consolidado por manifestos que reuniram mais de 100 nomes da cultura e da intelectualidade brasileira.

Articulação política e o papel do setor sertanejo

Embora o apoio direto seja escasso, o candidato tem buscado aproximação com figuras influentes. O cantor Amado Batista, por exemplo, recebeu o parlamentar e membros do PL em sua propriedade em Goianápolis (GO). Outros registros, como o da apresentadora Penélope Nova, apareceram de forma pontual nas redes sociais. Em situações de ambiguidade, o nome de Flávio surgiu de forma indireta, como quando o cantor Leonardo, ao ser abordado por um eleitor que pedia um alô para Lula, respondeu direcionando a saudação ao senador.

A estratégia de comunicação e o engajamento digital

A campanha de Flávio Bolsonaro tem priorizado o uso de influenciadores digitais e a disseminação de mensagens em vídeo. Em 25 de setembro de 2026, um material promocional reuniu 16 personalidades, incluindo Firmino Cortada e Mônica Salgado, com um apelo direto para que o eleitorado “endireitasse” o país logo no primeiro turno. O vídeo contou ainda com a participação de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e atual coordenadora do plano econômico do candidato, que defende uma agenda de austeridade fiscal e revisão do arcabouço.

Nuances na relação entre política e música

A relação entre o bolsonarismo e o meio sertanejo, que foi um pilar central em 2022, demonstra sinais de mudança. Especialistas apontam que o silêncio de grandes nomes não reflete necessariamente uma ruptura, mas um cenário de desânimo generalizado. Segundo Gustavo Alonso, historiador e professor da Universidade Federal de Pernambuco, a análise dessa conexão exige cautela. Para o pesquisador, os artistas tendem a tratar o primeiro turno com maior distanciamento, evitando a polarização extrema que marcou o segundo turno de eleições passadas.

Eventos regionais e a presença em Barretos

Apesar da presença de Flávio e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na Festa do Peão de Barretos, o evento não se traduziu em uma onda de adesões formais. A estratégia atual da campanha, focada em viagens pelo Nordeste e Sudeste e em transmissões ao vivo, parece priorizar o contato direto com a base eleitoral em detrimento da mobilização massiva de celebridades, que, em 2022, foram peças-chave na estratégia de comunicação de Jair Bolsonaro e de seus oponentes.

Para mais detalhes sobre o cenário eleitoral, acompanhe a cobertura completa no Poder360.

Fonte: poder360.com.br

Botão Voltar ao topo