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Fake news sobre Flávio Bolsonaro e padroeira domina debates nas redes sociais

A disseminação de uma informação falsa envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro (PL) e a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, tornou-se um dos temas de maior repercussão no ambiente digital brasileiro. Desde a noite de 24 de setembro de 2026, o episódio acumulou 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações, consolidando-se como o 3º maior evento político monitorado no ano, segundo dados do Instituto DX.

Origem da controvérsia e desdobramentos digitais

O foco da desinformação surgiu após uma declaração da jornalista Maria Cristina Fernandes no programa Em Pauta, da GloboNews. A fala foi interpretada nas redes sociais como uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro em retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida, gerando uma onda imediata de críticas e mobilização de perfis políticos.

A emissora realizou a correção da informação e apresentou um pedido de desculpas durante a madrugada. O projeto de lei mencionado nas discussões, de número 2.623 de 2007, foi de autoria do então deputado Victório Galli e encontra-se arquivado desde 2008, sem qualquer vínculo com o senador.

Impacto da decisão do TSE na narrativa

A discussão ganhou novos contornos após o ministro André Mendonça, do TSE, determinar a remoção de conteúdos que associavam o parlamentar à falsa proposta. A medida, que atingiu 1.170 links, deslocou o debate para o campo jurídico, levantando questionamentos sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral e a liberdade de expressão.

O levantamento do Instituto DX aponta que o volume de menções apresentou dois picos distintos. O primeiro ocorreu logo após a divulgação da notícia falsa, enquanto o segundo foi impulsionado pela decisão judicial, que passou a ser o centro de novas trocas de acusações entre diferentes espectros políticos.

Divisão ideológica nas interações

A análise dos perfis políticos revela uma clara polarização na condução do tema. A esquerda foi responsável por 66% das publicações e 70% das interações, focando principalmente na narrativa sobre a ameaça ao título da padroeira. Em contrapartida, a extrema-direita concentrou 33% das postagens e 30% das interações, utilizando o espaço para negar a autoria do projeto e atacar a cobertura da imprensa.

O monitoramento identificou quatro eixos principais de discussão:

  • A suposta retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.
  • A negativa de Flávio Bolsonaro e críticas à GloboNews.
  • A mobilização de eleitores evangélicos e o histórico do PL de 2007.
  • A comparação com eventos envolvendo Jair Bolsonaro em 2022.

Contexto histórico e o papel da Justiça

Embora o projeto de 2007 tenha sido rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara há quase duas décadas, ele foi resgatado como ferramenta de disputa política. A intervenção do TSE, ao classificar a informação como “notoriamente inverídica”, alterou a dinâmica do debate, que passou a incluir o embate entre figuras públicas, como o caso envolvendo Antonio Tabet, sobre a remoção de conteúdos digitais.

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