Trump recusa proposta iraniana para reabertura do estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou formalmente neste sábado (26.set.2026) a proposta apresentada pelo governo do Irã para a reabertura do estreito de Ormuz. O plano, que previa a normalização do tráfego marítimo em um prazo de 7 dias, havia sido divulgado por Teerã na sexta-feira (25.set), conforme reportagem publicada pelo Wall Street Journal.
Impasse diplomático sobre o estreito de Ormuz
A oferta iraniana foi intermediada pelo Qatar e condicionava a liberação da rota marítima ao cumprimento de exigências específicas por parte de Washington. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o cronograma de sete dias para a reabertura teria início imediato após a aceitação dos termos pelos norte-americanos.
O governo iraniano sustenta que o cumprimento do Memorando de Entendimento de Islamabad, assinado em 17 de junho, é a base necessária para qualquer avanço. Segundo Araghchi, a reabertura do estreito depende diretamente da execução das medidas acordadas anteriormente entre as duas nações.
Exigências de Teerã e posição norte-americana
As autoridades de Teerã estabeleceram condições rígidas para retornar à mesa de negociações. O Irã exige a retirada imediata do bloqueio naval nos portos da região, a revogação das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e garantias formais de que os ataques militares serão encerrados.
Em contrapartida, os Estados Unidos mantêm a postura de que possuem o controle total sobre o estreito de Ormuz. A administração de Donald Trump tem condicionado o diálogo diplomático a discussões profundas sobre o programa nuclear iraniano, recusando-se a ceder às exigências de levantamento de sanções antes de tratar da questão atômica.
Consequências da rejeição do acordo
A recusa de Donald Trump em aceitar a proposta sinaliza que o cenário de tensão na região deve persistir. O presidente norte-americano não detalhou os motivos da negativa, limitando-se a declarar a rejeição ao documento entregue via diplomacia qatari.
O impasse coloca em risco a estabilidade do fluxo comercial marítimo em uma das rotas mais estratégicas do mundo. Enquanto o Irã vincula a paz ao fim do cerco naval, os Estados Unidos seguem pressionando por concessões que visam limitar a capacidade nuclear da República Islâmica.
Fonte: poder360.com.br