Governo Lula lança Desenrola 3.0 para renegociação de dívidas antes das eleições
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou, nesta 6ª feira (25.set.2026), o lançamento do programa Desenrola 3.0. A iniciativa visa facilitar a renegociação de dívidas de pessoas físicas junto às instituições financeiras, focando em débitos que possuem entre 2 e 4,5 anos de atraso. O anúncio ocorre em um momento de intensa movimentação política, a apenas 9 dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
Mecânica de leilões e compra de dívidas
Diferente das edições anteriores, o novo modelo altera a dinâmica de adesão. O governo federal passará a adquirir as carteiras de crédito das instituições financeiras por meio de leilões. A execução operacional do processo poderá ficar sob a responsabilidade de uma instituição financeira federal ou diretamente do Tesouro Nacional, conforme o desenho da política pública.
A proposta abrange dívidas específicas, como as oriundas de cartão de crédito — tanto na modalidade rotativa quanto parcelada — e de crédito pessoal sem consignação em folha. A estimativa oficial aponta que o montante total de débitos elegíveis alcança a marca de R$ 300 bilhões.
Projeções e impactos financeiros
A equipe econômica do governo projeta alcançar 50% desse volume total, o que representaria uma renegociação de até R$ 150 bilhões. O plano prevê a aplicação de descontos de 90% sobre o valor das dívidas, com um custo estimado de R$ 15 bilhões para os cofres públicos. Segundo o Palácio do Planalto, esse benefício será integralmente repassado às famílias endividadas.
Ao comentar a nova fase do programa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a mudança central está na facilitação do acesso. Segundo o petista, o Desenrola 3.0 supera as versões anteriores ao eliminar a necessidade de o cidadão procurar individualmente as agências bancárias, centralizando a compra da dívida pelo governo.
Contexto político e medidas paralelas
O lançamento do programa coincide com outras ações de impacto, como a recente decisão do governo de proibir a operação de casas de apostas, as chamadas bets, no Brasil. A proximidade do pleito eleitoral confere às medidas um caráter de urgência, visando atenuar o endividamento das famílias brasileiras em um período decisivo para o cenário político nacional.
Fonte: poder360.com.br