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Governo federal prepara Desenrola 3.0 para quitar R$ 150 bilhões em dívidas

O governo federal anunciou uma nova etapa do programa de renegociação de débitos, denominada Desenrola 3.0, com o objetivo ambicioso de alcançar R$ 150 bilhões em dívidas das famílias brasileiras. A iniciativa foi oficializada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira, 25, em um momento de atenção redobrada à economia doméstica e ao impacto do endividamento no orçamento das famílias.

Mecanismo de compra de dívidas e leilão

Diferente das edições anteriores, a nova estratégia consiste na compra, pela União, das carteiras de crédito em atraso diretamente das instituições financeiras. O governo pretende aplicar um deságio de 90% sobre o valor total, o que representaria um custo de R$ 15 bilhões aos cofres públicos para viabilizar a operação. O desconto obtido na negociação será repassado integralmente aos cidadãos beneficiados.

As dívidas elegíveis para esta fase do programa incluem modalidades de cartão de crédito rotativo, parcelamentos de fatura e crédito pessoal sem consignação em folha. Para serem contemplados, os débitos devem apresentar um período de atraso que varia entre 2 e 4,5 anos. A expectativa oficial é que o programa consiga atingir até 50% do volume total de dívidas elegíveis.

Cronograma e contexto econômico

O processo de aquisição dessas carteiras deve ocorrer por meio de um leilão, previsto para ser realizado em novembro. A medida surge em um cenário de alta preocupação com o nível de comprometimento da renda dos brasileiros. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o índice de endividamento das famílias atingiu 81,6% em maio deste ano, marcando o maior patamar da série histórica.

O anúncio ocorre em um contexto de intensa movimentação política, a menos de 10 dias do primeiro turno das eleições. A iniciativa busca mitigar os efeitos do endividamento prolongado que, em abril, situava-se em 80,9%, superando o índice de 78,2% registrado no mesmo período do ano anterior. O governo aposta na medida para aliviar o orçamento das famílias e estimular a retomada do poder de compra.

Fonte: cartacapital.com.br

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