Lula critica trajetória de Flávio Bolsonaro e questiona atuação política da família
Em ato realizado na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (23.set.2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) direcionou críticas contundentes à família Bolsonaro. Durante o evento, que reuniu diversos artistas e apoiadores, o petista questionou a trajetória profissional de Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Planalto, afirmando que o adversário “não sabe o que é o cheiro do trabalho”.
Críticas à trajetória política e familiar
Lula utilizou o espaço para confrontar o histórico da família Bolsonaro, argumentando que o candidato do PL teria iniciado sua vida pública muito cedo, sem vivência em outras áreas profissionais. O presidente reiterou que, em sua visão, a atuação de Flávio Bolsonaro seria contraditória ao discurso antissistema adotado pelo grupo político. O petista aproveitou a ocasião para reforçar o contraste entre as propostas de seu governo e o que classificou como o “passado tenebroso” do regime militar e dos quatro anos da gestão anterior.
Além de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de questionamentos. Lula mencionou episódios passados, como a disputa eleitoral entre Carlos Bolsonaro e sua mãe, Rogeria Bolsonaro, para a Câmara do Rio, questionando a ética e a coerência do ex-mandatário ao falar em nome de valores religiosos. O presidente enfatizou que, embora reconheça não ser o candidato perfeito, apresenta-se como a única alternativa viável no pleito atual.
Confronto ideológico e críticas a lideranças religiosas
Durante o discurso, o presidente também comentou o cenário político brasileiro, diferenciando a postura da esquerda e da direita. Lula descreveu a esquerda como um campo “decente” e “passivo”, enquanto apontou uma agressividade maior por parte da direita. O petista ainda fez menção a um vídeo apresentado pelo humorista Fábio Porchat, que aborda conexões entre o Banco Master, a Igreja Batista da Lagoinha e lideranças políticas, elogiando a produção.
Sem citar o nome diretamente, o presidente criticou o pastor André Valadão, associando a figura a práticas que classificou como desonestas. O evento contou com a presença de figuras de peso da cultura nacional, como Chico Buarque, Zeca Pagodinho e Daniela Mercury, além de aliados políticos como a deputada Benedita da Silva e o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere. A primeira-dama Janja Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, também marcaram presença na iniciativa.
Apesar da expectativa, artistas como Caetano Veloso e Maria Bethânia não compareceram ao ato. Ambos, no entanto, já haviam declarado publicamente apoio à candidatura de Lula em eventos recentes realizados em Brasília e São Paulo, reforçando o movimento de adesão de personalidades artísticas à campanha petista. Para mais detalhes sobre o cenário eleitoral, acompanhe a cobertura completa no Poder360.
Fonte: poder360.com.br