Empregados da Caixa mantêm greve após rejeitarem nova proposta do banco
Os funcionários da Caixa Econômica Federal decidiram, pela terceira vez, rejeitar a proposta apresentada pela instituição para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Com a decisão consolidada nas assembleias encerradas às 18h desta segunda-feira, 21, a categoria optou pela continuidade da paralisação nacional, que já alcança 12 dias de duração desde o início do movimento, em 10 de setembro.
Impactos da paralisação e continuidade do movimento
A mobilização, coordenada pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), reflete o descontentamento dos trabalhadores com os termos oferecidos pelo banco. O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, destacou a importância da unidade da categoria neste momento, reforçando que o objetivo é construir um acordo que contemple integralmente as reivindicações dos empregados.
Pontos centrais da negociação e o impasse no Saúde Caixa
Um dos pilares das discussões é o custeio do plano de saúde da categoria. A proposta recusada pelo corpo funcional previa um aumento de 6,5% para 9% na participação da Caixa no Saúde Caixa, além da manutenção do modelo solidário e do ACT único. O texto também abordava temas sensíveis como remuneração, progressão de carreira, condições de trabalho e direitos sociais.
Estrutura jurídica do acordo coletivo
Diferente de outros setores bancários, os empregados da Caixa possuem uma dinâmica específica de negociação. Como a categoria não vota separadamente a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários, o ACT específico atua como o instrumento que reconhece a aplicação da CCT aos trabalhadores do banco, garantindo as exceções e garantias previstas internamente. Para mais informações sobre o setor, consulte o portal oficial da Fenae.
Fonte: cartacapital.com.br