Agrodefesa apura fraude em guias de transporte de gado furtado em Goiás
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) instaurou um procedimento investigativo para apurar a conduta de um servidor público suspeito de emitir documentos fraudulentos para viabilizar o transporte de gado furtado. A suspeita é de que o profissional tenha utilizado o sistema oficial para validar o trânsito de animais subtraídos de uma propriedade rural.
O esquema teria operado através da emissão irregular de Guias de Trânsito Animal (GTAs), documento obrigatório para a movimentação de rebanhos em todo o território nacional. Conforme as informações preliminares, as guias teriam sido emitidas com origem em uma fazenda localizada em Vianópolis, servindo como uma espécie de cobertura legal para o transporte de bovinos que, na realidade, foram levados de uma propriedade situada em Orizona.
Investigação sobre a emissão de documentos oficiais
A apuração busca determinar a extensão da participação do servidor no esquema criminoso e se houve a colaboração de terceiros para a falsificação das informações no sistema da Agrodefesa. A emissão de GTAs é um pilar fundamental da sanidade animal e da rastreabilidade do rebanho, e qualquer irregularidade nesse processo compromete a segurança jurídica e sanitária do setor agropecuário goiano.
O uso indevido de documentos oficiais para encobrir crimes de furto de gado é uma prática que preocupa as autoridades policiais e os produtores rurais. A investigação interna da agência deve avaliar se houve violação de senhas de acesso ou manipulação direta de dados cadastrais para conferir aparência de legalidade aos animais furtados durante o trajeto entre os municípios.
Impactos da fraude no setor agropecuário
O furto de gado, conhecido no meio rural como abigeato, gera prejuízos financeiros significativos e coloca em risco o controle sanitário do estado. Quando guias são emitidas de forma fraudulenta, o rastreamento dos animais torna-se praticamente impossível, dificultando a recuperação do patrimônio pelos proprietários e a ação das forças de segurança pública.
A Agrodefesa reforçou que mantém mecanismos de controle para identificar inconsistências nas emissões de guias. A expectativa é que, ao final do processo administrativo, sejam aplicadas as sanções cabíveis ao servidor, caso a irregularidade seja comprovada, além do encaminhamento dos fatos para as esferas penal e cível, garantindo a integridade dos processos de fiscalização agropecuária em Goiás.
Fonte: maisgoias.com.br