POLÍCIA

Casal é preso após bebê e adolescentes serem encontrados em condições insalubres em Aparecida de Goiânia, diz GCM

Uma mulher e o marido dela foram presos suspeitos de maus-tratos contra um bebê e três adolescentes no bairro Chácara São Pedro, em Aparecida de Goiânia, de acordo com a Guarda Civil Municipal (GCM). O caso foi registrado na segunda-feira (6/7). Os irmãos foram encontrados trancados em um quarto sem janelas após denúncia anônima ao Conselho Tutelar.

Segundo a guarda, as vítimas viviam em condição precária, insalubre e de abandono. O bebê tem três meses e os adolescentes têm idades de 12, 14 e 17 anos. Além disso, os menores não estariam frequentando a escola.

Conforme o registro, o adolescente de 14 anos é pessoa com transtorno do espectro autista (TEA) e beneficiário do Benefício de Prestação Continuada (BPC), havendo indícios de que os recursos destinados a ele eram utilizados indevidamente pelos responsáveis.

Segundo a ocorrência, a casa não tinha comida suficiente e as vítimas apresentaram sinais aparentes de desnutrição. Nas imagens divulgadas pela polícia, a geladeira aparecia quase vazia e uma das crianças estava com as costelas aparentes.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar atendimento. Após avaliação médica, os três adolescentes permaneceram internados devido ao quadro de desnutrição. O bebê de três meses também recebeu atendimento médico e, posteriormente, foi encaminhado à rede de proteção.

Os responsáveis foram presos em flagrante pelos crimes de cárcere privado, maus-tratos contra menores de 14 anos e apropriação de benefício de pessoa com deficiência. Após os procedimentos iniciais e exames periciais, ambos foram encaminhados à Central Geral de Flagrantes de Aparecida de Goiânia. O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil.

A Secretaria de Assistência Social de Aparecida informou que o bebê e os três adolescentes resgatados foram levados para as unidades de acolhimento do município e já foram adotadas todas as providências cabíveis para que possam receber toda a assistência necessária, com acompanhamento psicológico e medico especializado.

A Secretaria reforçou ainda que o caso segue sendo acompanhado pela rede de proteção à criança e ao adolescente, em conjunto com os demais órgãos competentes, assegurando a proteção integral e a garantia dos direitos das vítimas, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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