Política

Prefeito da Cidade de Goiás lança agenda oficial dos 300 anos do município para 2027

Nesta quarta-feira (27/5), o prefeito da Cidade de Goiás, Aderson Gouvea, realizou, na sede do Iphan, em Goiânia, a divulgação da agenda oficial para o tricentenário ano da antiga capital do estado. O encontro reuniu autoridades estaduais, municipais e instituições ligadas ao patrimônio histórico e cultural para a apresentação das ações que integram o programa Goiás 300 anos, com celebração em 2027. Um dos destaques foi a divulgação do projeto de reparação histórica da cidade, que sofreu perdas relevantes com a transferência do título de capital, em 1937.

Entre os participantes, estiveram presentes o Superintendente do Iphan em Goiás, Gilvane Felipe; a Secretária Municipal de Cultura da Cidade de Goiás, Goiandira Ortiz; a Secretária Estadual de Cultura do Estado de Goiás, Yara Nunes; o Presidente da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), Mário Ribas e os deputados estaduais Mauro Rubem e Antônio Gomide.

A programação da manhã teve o grupo musical Seresteiros de Vila Boa, exibição de vídeo institucional sobre os 300 anos de Goiás, pronunciamentos das autoridades e coletiva de imprensa. O espaço foi ambientado com referências à cultura vilaboense e recebeu os convidados com uma mesa de café da manhã disposta de quitandas e doces típicos da cidade.

As comemorações do tricentenário fazem parte de um esforço coletivo voltado à valorização e ao crescimento do município, que carrega três séculos de tradições e patrimônios materiais, agregando diversas secretarias, instituições e representantes da sociedade. Para dar início à organização das atividades, a Prefeitura criou a Comissão dos 300 Anos, encarregada de divulgar e preservar a memória histórica da cidade, além de planejar iniciativas estratégicas que orientem seus avanços futuros.

Reparação histórica
Segundo o prefeito Aderson Gouvea, a transferência da capital para Goiânia influenciou no deslocamento de cargos públicos, Palácio, Assembleia Legislativa, Universidades e escolas, o que fragilizou o desenvolvimento da cidade como um todo. Ele defendeu que esse cenário precisa de reparação histórica e, por isso, apresentará um projeto de lei. “Se o Estado é hoje rico, grandioso, foi lá (na Cidade de Goiás) que começou, cercado pela Serra Dourada, pelos morros. Queremos celebrar, mas queremos também entregar obras, requalificação do centro histórico, melhoria das galerias pluviais, polo educacional com mais cursos públicos universitários e a despoluição do Rio Vermelho”, afirmou Gouvea.

A celebração começou a ser pensada em 2024 pela comissão e a ideia é que 2027 também seja um ano para pensar como a cidade sobreviverá nas próximas décadas. “Precisamos melhorar o calçamento do Centro Histórico, despoluir o Rio Vermelho e queremos a implantação de um curso de Medicina. Todo o Cais do Rio Vermelho, da orla, precisa de um projeto de revitalização. Na questão cultural precisamos de incentivos pros nossos artistas. Goiás é Patrimônio Mundial e sedia o principal Festival de Cinema e Vídeo Ambiental do mundo, o FICA, mas precisamos proteger ainda mais nossa natureza: Rio Vermelho, Rio Bacalhau, os nascedouros de água, o morro do Cantagalo, nossa Serra Dourada”, acrescentou.

Além das ações supracitadas, o prefeito ainda anunciou a construção de um portal de entrada na cidade, a instalação de um obelisco comemorativo e outros projetos, como a garantia de água em quantidade suficiente para a população. As medidas são consideradas essenciais para a preservação ambiental, valorização da paisagem urbana e melhoria da qualidade de vida da população de Goiás.

Questionado sobre a previsão orçamentária das obras, o prefeito disse que ainda está sendo feito um trabalho de levantamento, mas citou alguns exemplos com valores aproximados. A revitalização do calçamento histórico, por exemplo, gira em torno de R$ 40 milhões, com galerias, orla e calçamento. Outro projeto importante é a garantia de água que não seja apenas o Rio Vermelho, que hoje é responsável pelo fornecimento do município. “Uma das opções estudadas foi o Rio Uru, mas pra isso acontecer o investimento previsto é de R$ 30 milhões. O transbordamento do Rio Uru até chegar na Cidade de Goiás passa por essa reparação. Estes são alguns dos elementos que serão pautados ao Governo de Goiás”, acrescentou.

A Secretária Estadual de Cultura, Yara Nunes destacou: “para o ano que vem, queremos participar de forma efetiva. Sabemos que as igrejas passarão por restauros e que foram as primeiras construídas no estado de Goiás. Podemos lançar ações educativas com alunos de arquitetura e engenharia para acompanharem esse trabalho, entendendo que restauro não é reforma. Estou à disposição, assim como o governador Daniel Vilela. E, não serão apenas planos, 2027 será um ano de ações para a Cidade de Goiás”.

A escolha da sede do Iphan para o lançamento oficial da agenda dos 300 anos também simboliza o reconhecimento da importância histórica da instituição na preservação da cidade, tombada como patrimônio nacional e posteriormente reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade.

Fiscalizar o patrimônio
GIilvane Felipe, Superintendente do Iphan em Goiás, explicou que o Instituto é parceiro e funciona tanto na liberação de novas licenças quanto na fiscalização do patrimônio e, claro, nos novos tombamentos. “Uma vez que o bem é tombado, ele passa a ser patrimônio do país, dos brasileiros, não apenas dos goianos ou dos vilaboenses. A Cidade de Goiás é patrimônio nacional e como tal merece ser protegida. E o Iphan existe para garantir que esse patrimônio que foi tombado não se perca, não se deteriore, seja pelo tempo ou pelas mãos humanas. A prefeitura tem sido uma grande parceira nesse processo”, acrescentou.

Presidente da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), Mário Ribas, explicou que a organização foi fundada porque não havia uma linha específica de recursos para atender as demandas dessas cidades. Além de Goiás, outras 14 cidades englobam essa lista. “A Cidade de Goiás vai sediar em 2027, o Encontro Brasileiro das Cidades Históricas, Turísticas e Patrimônio Mundial. Virão representantes do país todo, Ministério do Turismo, Iphan, ICMBio e vários órgãos com o objetivo de pensar formas de garantir crescimento e turismo para essas regiões”, finalizou.

Fonte: A Redação – https://aredacao.com.br/prefeito-da-cidade-de-goias-lanca-agenda-oficial-dos-300-anos-do-municipio-para-2027/Nesta quarta-feira (27/5), o prefeito da Cidade de Goiás, Aderson Gouvea, realizou, na sede do Iphan, em Goiânia, a divulgação da agenda oficial para o tricentenário ano da antiga capital do estado. O encontro reuniu autoridades estaduais, municipais e instituições ligadas ao patrimônio histórico e cultural para a apresentação das ações que integram o programa Goiás 300 anos, com celebração em 2027. Um dos destaques foi a divulgação do projeto de reparação histórica da cidade, que sofreu perdas relevantes com a transferência do título de capital, em 1937.

Entre os participantes, estiveram presentes o Superintendente do Iphan em Goiás, Gilvane Felipe; a Secretária Municipal de Cultura da Cidade de Goiás, Goiandira Ortiz; a Secretária Estadual de Cultura do Estado de Goiás, Yara Nunes; o Presidente da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), Mário Ribas e os deputados estaduais Mauro Rubem e Antônio Gomide.

A programação da manhã teve o grupo musical Seresteiros de Vila Boa, exibição de vídeo institucional sobre os 300 anos de Goiás, pronunciamentos das autoridades e coletiva de imprensa. O espaço foi ambientado com referências à cultura vilaboense e recebeu os convidados com uma mesa de café da manhã disposta de quitandas e doces típicos da cidade.

As comemorações do tricentenário fazem parte de um esforço coletivo voltado à valorização e ao crescimento do município, que carrega três séculos de tradições e patrimônios materiais, agregando diversas secretarias, instituições e representantes da sociedade. Para dar início à organização das atividades, a Prefeitura criou a Comissão dos 300 Anos, encarregada de divulgar e preservar a memória histórica da cidade, além de planejar iniciativas estratégicas que orientem seus avanços futuros.

Reparação histórica
Segundo o prefeito Aderson Gouvea, a transferência da capital para Goiânia influenciou no deslocamento de cargos públicos, Palácio, Assembleia Legislativa, Universidades e escolas, o que fragilizou o desenvolvimento da cidade como um todo. Ele defendeu que esse cenário precisa de reparação histórica e, por isso, apresentará um projeto de lei. “Se o Estado é hoje rico, grandioso, foi lá (na Cidade de Goiás) que começou, cercado pela Serra Dourada, pelos morros. Queremos celebrar, mas queremos também entregar obras, requalificação do centro histórico, melhoria das galerias pluviais, polo educacional com mais cursos públicos universitários e a despoluição do Rio Vermelho”, afirmou Gouvea.

A celebração começou a ser pensada em 2024 pela comissão e a ideia é que 2027 também seja um ano para pensar como a cidade sobreviverá nas próximas décadas. “Precisamos melhorar o calçamento do Centro Histórico, despoluir o Rio Vermelho e queremos a implantação de um curso de Medicina. Todo o Cais do Rio Vermelho, da orla, precisa de um projeto de revitalização. Na questão cultural precisamos de incentivos pros nossos artistas. Goiás é Patrimônio Mundial e sedia o principal Festival de Cinema e Vídeo Ambiental do mundo, o FICA, mas precisamos proteger ainda mais nossa natureza: Rio Vermelho, Rio Bacalhau, os nascedouros de água, o morro do Cantagalo, nossa Serra Dourada”, acrescentou.

Além das ações supracitadas, o prefeito ainda anunciou a construção de um portal de entrada na cidade, a instalação de um obelisco comemorativo e outros projetos, como a garantia de água em quantidade suficiente para a população. As medidas são consideradas essenciais para a preservação ambiental, valorização da paisagem urbana e melhoria da qualidade de vida da população de Goiás.

Questionado sobre a previsão orçamentária das obras, o prefeito disse que ainda está sendo feito um trabalho de levantamento, mas citou alguns exemplos com valores aproximados. A revitalização do calçamento histórico, por exemplo, gira em torno de R$ 40 milhões, com galerias, orla e calçamento. Outro projeto importante é a garantia de água que não seja apenas o Rio Vermelho, que hoje é responsável pelo fornecimento do município. “Uma das opções estudadas foi o Rio Uru, mas pra isso acontecer o investimento previsto é de R$ 30 milhões. O transbordamento do Rio Uru até chegar na Cidade de Goiás passa por essa reparação. Estes são alguns dos elementos que serão pautados ao Governo de Goiás”, acrescentou.

A Secretária Estadual de Cultura, Yara Nunes destacou: “para o ano que vem, queremos participar de forma efetiva. Sabemos que as igrejas passarão por restauros e que foram as primeiras construídas no estado de Goiás. Podemos lançar ações educativas com alunos de arquitetura e engenharia para acompanharem esse trabalho, entendendo que restauro não é reforma. Estou à disposição, assim como o governador Daniel Vilela. E, não serão apenas planos, 2027 será um ano de ações para a Cidade de Goiás”.

A escolha da sede do Iphan para o lançamento oficial da agenda dos 300 anos também simboliza o reconhecimento da importância histórica da instituição na preservação da cidade, tombada como patrimônio nacional e posteriormente reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade.

Fiscalizar o patrimônio
GIilvane Felipe, Superintendente do Iphan em Goiás, explicou que o Instituto é parceiro e funciona tanto na liberação de novas licenças quanto na fiscalização do patrimônio e, claro, nos novos tombamentos. “Uma vez que o bem é tombado, ele passa a ser patrimônio do país, dos brasileiros, não apenas dos goianos ou dos vilaboenses. A Cidade de Goiás é patrimônio nacional e como tal merece ser protegida. E o Iphan existe para garantir que esse patrimônio que foi tombado não se perca, não se deteriore, seja pelo tempo ou pelas mãos humanas. A prefeitura tem sido uma grande parceira nesse processo”, acrescentou.

Presidente da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), Mário Ribas, explicou que a organização foi fundada porque não havia uma linha específica de recursos para atender as demandas dessas cidades. Além de Goiás, outras 14 cidades englobam essa lista. “A Cidade de Goiás vai sediar em 2027, o Encontro Brasileiro das Cidades Históricas, Turísticas e Patrimônio Mundial. Virão representantes do país todo, Ministério do Turismo, Iphan, ICMBio e vários órgãos com o objetivo de pensar formas de garantir crescimento e turismo para essas regiões”, finalizou.

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