Política

Vereadora Kátia critica retirada de árvores ‘saudáveis’ no Lago das Rosas e pede suspensão do serviço

Para a parlamentar, árvores estão sendo arrancadas de forma irresponsável; em requerimento à Amma, Kátia solicita laudos técnicos e justificativas para remoção


A vereadora Kátia (PT – foto) usou a tribuna da Câmara Municipal nesta quinta-feira (21) para denunciar e questionar a retirada de árvores no entorno do Parque Lago das Rosas, durante as obras de revitalização anunciadas pela Prefeitura de Goiânia. A parlamentar afirmou que árvores saudáveis estão sendo arrancadas “de forma irresponsável” e apresentou um requerimento pedindo a suspensão imediata do serviço até que a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) apresente os laudos técnicos e justificativas para as remoções. “Queremos a suspensão imediata. Quero que a prefeitura apresente o laudo das árvores antes que elas sejam arrancadas”, afirmou.

A vereadora também destacou que moradores da região têm se mobilizado contra a ação da prefeitura e demonstrado preocupação com os impactos ambientais da intervenção. A parlamentar ressaltou ainda a importância das áreas verdes para a drenagem urbana e para o enfrentamento dos constantes alagamentos registrados na Avenida Anhanguera, ali no trecho do Lago das Rosas.

“Precisamos de mais áreas verdes em Goiânia e áreas que tenham árvores. Não basta apenas grama”, destacou. “As árvores ajudam na drenagem natural, que é o mecanismo mais eficiente para resolvermos os problemas de alagamentos em Goiânia. E aquele local é um dos pontos críticos da cidade”, completou.

Kátia afirmou que não é contrária à retirada de árvores que apresentem risco à população, desde que exista comprovação técnica. “Se o laudo indicar que a árvore está comprometida, seremos favoráveis à ação. Mas não pode ser de forma irresponsável”, declarou.

Durante o discurso, a vereadora também questionou o argumento da prefeitura de que serão retiradas 48 árvores para o plantio de 120 mudas. Segundo ela, as compensações previstas não substituem o impacto ambiental imediato causado pela remoção de árvores adultas. “Falaram que vão retirar 48 árvores e plantar 120. Mas são mudas pequenas”, criticou.

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