Projeto da Câmara de Goiânia sugere Terapia do Riso para humanização de atendimentos em saúde

Proposta pelo vereador Markim Goyá (PRD), iniciativa tem como objetivo promover bem-estar de pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde
O vereador Markim Goyá (PRD) apresentou, em Plenário, projeto de lei (PL 176/2026) para implementação da Terapia do Riso e de ações de humanização no âmbito do serviço público municipal de Saúde. A iniciativa, segundo a proposta, representa estratégia de humanização da assistência e de promoção do bem-estar de pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. A matéria foi encaminhada para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Conforme o texto, a Terapia do Riso inclui práticas terapêuticas baseadas no humor e na comicidade – palhaçaria hospitalar, Yoga do Riso (Hasya Yoga), intervenções artísticas e culturais, entre outras atividades.
“As práticas poderão incluir apresentações musicais, atividades lúdicas e expressões artísticas, desde que compatíveis com o ambiente hospitalar e com as condições clínicas dos pacientes”, afirmou o parlamentar.
Ainda segundo Markim Goyá, “a humanização da assistência constitui um dos pilares fundamentais do SUS, especialmente a partir da Política Nacional de Humanização (PNH), que busca fortalecer práticas que valorizem a dimensão subjetiva do cuidado, promovendo acolhimento, vínculo e melhoria da experiência dos usuários nos serviços de saúde”.
“Nesse contexto, a Terapia do Riso surge como abordagem complementar eficaz, já amplamente utilizada em diversas instituições de saúde no Brasil e no mundo. Estudos científicos demonstram que intervenções baseadas no humor contribuem para a redução do estresse, da ansiedade e da dor, além de favorecer a adesão ao tratamento e à recuperação clínica”, acrescentou.
Yoga do Riso
Uma das atividades indicadas pelo projeto é a Yoga do Riso (Hasya Yoga), que combina exercícios de riso intencional com respiração iogue (pranayama), promovendo bem-estar físico e mental.
A técnica, criada pelo médico Madan Kataria, na Índia, em 1995, baseia-se na premissa de que o cérebro não diferencia o riso simulado do real, gerando benefícios fisiológicos como redução do estresse e aumento da imunidade.